Justiça

Encontrou no aeroporto joias de 100 mil euros e penhorou parte por 440 euros

PSP conseguiu recuperar todos os objetos furtados DR

Um homem, de 75 anos, encontrou, no Aeroporto de Lisboa, uma bolsa com joias, avaliadas em 100 mil euros, e um tablet, no valor de 1110 euros, que foi penhorar, recebendo 440 euros. A PSP conseguiu, em menos de uma semana, identificar o homem e recuperar todo o material.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a PSP sublinha que a apreensão dos artigos furtados ocorreu no dia 30 de abril e esta terça-feira, enquanto o furto havia sido reportado no passado dia 21 de abril, tendo ocorrido na zona pública das chegadas do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

"Na posse de toda a informação, os polícias [da Divisão de Segurança Aeroportuária] desenvolveram diferentes diligências no sentido de perceber a ocorrência e chegar ao seu autor, tendo-se concluído que a cidadã extraviou uma bolsa contendo as joias e o equipamento, que foram pouco tempo depois recolhidos por um cidadão, que se tornou suspeito por não ter feito a entrega dos itens que não lhe pertenciam, deslocando-se para a estação de metropolitano do Aeroporto", revelou a PSP.

Nos dias seguintes, foi "trabalhada a identificação do suspeito, por diferentes locais de Lisboa, conseguindo-se chegar à sua localização, sendo possível apreender-lhe, ao fim da tarde de 30 de abril, cinco pulseiras, cinco medalhas, caixas próprias para o transporte de joias, quatro moedas, três fios, três pares de brincos, dois colares com pendentes, dois anéis com pedras incrustadas, duas bolsas, uma gargantilha com contas pretas/vermelhas e brancas e uma cautela de penhor com o número de contrato e identificação de agência, com valor de empréstimo de 240 euros".

Por haver objetos ainda não recuperados, a PSP efetuou novas diligências e conseguiu apurar que o suspeito os havia entregue numa casa de penhores, a troco de valor superior a 200 euros. Com base na informação, no 2 de maio, durante a tarde, recuperou-se um anel em ouro amarelo e um tablet.

Todos os bens foram entregues à legítima proprietária.

O suspeito foi constituído arguido e ficou sujeito a termo de identidade e residência.

Reis Pinto