Guimarães

Guimarães sem transporte gratuito para jovens e idosos

Câmara diz que a opção dos transportes gratuitos para jovens tem de ser estudada Global Imagens

Proposta da oposição, defendida pelo Conselho Municipal de Educação, foi chumbada pelo executivo camarário.

O Conselho Municipal de Educação (CME) quer os transportes públicos gratuitos para os jovens em idade escolar e que o acesso às infraestruturas culturais do Município seja também grátis para esta faixa da população, mas o executivo camarário do PS votou, esta quinta-feira, negativamente uma proposta do PSD que ia no mesmo sentido, mas alargava a oferta aos maiores de 65 anos.

Oposição e CME coincidiram ao apresentarem propostas no sentido de tornar os transportes públicos gratuitos para os jovens em idade escolar. O CME é um órgão consultivo presidido pelo presidente da Câmara e no qual têm assento professores, diretores de agrupamentos, pais e outras entidades.

O representante dos professores do ensino secundário no CME avançou com uma recomendação para tornar gratuitos os transportes públicos para os "jovens em idade escolar a residir ou a estudar em Guimarães".

O documento preconiza também que o acesso a equipamentos municipais de cultura e eventos culturais ou desportivos, "subsidiados em pelo menos 50%" pelo orçamento municipal, fosse gratuito. Esta proposta foi aprovada por unanimidade.

Cabia ao presidente da Câmara decidir se a proposta do CME seria levada à reunião de Câmara para discussão e votação, mas não foi. Já a proposta da oposição (PSD) teve mesmo de ser apreciada pelo executivo e acabou reprovada pela maioria socialista. Domingos Bragança admite que "do ponto de vista ambiental é importante a gratuitidade", acrescenta que "não é uma impossibilidade, mas tem que ser estudada".

"Sou contra dar tudo a todos de forma igual", afirma o edil, lembrando que há jovens e idosos com altos rendimentos. Já a vereadora da educação, Adelina Pinto, lembrou que a Câmara paga passes escolares a crianças que vão de carro para a escola. Domingos Bragança colocou ainda como entrave a esta medida a existência de um contrato de concessão que não contempla a medida.

Rui Dias