Desporto

Imprensa brasileira lamenta "fim do sonho" com críticas a Tite

O Brasil foi eliminado do Mundial EPA

"Fim do sonho", "balde de água fria" ou "Brasil chora" são algumas das manchetes da imprensa brasileira desta sexta-feira para descrever a eliminação da "canarinha" nos quartos de final do Mundial2022, com culpas atiradas ao treinador Tite.

A equipa de Tite, cinco vezes campeã mundial, terminou a sua campanha num jogo "dramático" contra a Croácia, que foi resolvido numa disputa de penáltis, diz o jornal O Globo, que acrescenta que o foi adiado "o sonho do Hexa para 2026".

Para o jornal "O Estado de São Paulo", a equipa brasileira "deixou os seus adversários em pé de igualdade no final do tempo extra".

Ninguém no país esperava uma eliminação contra a Croácia e, antes do encontro, alguns meios de comunicação lançaram sondagens digitais para escolher a melhor forma de vestir a sexta estrela, símbolo de campeão mundial, na camisola verde e amarela.

A "Folha de São Paulo" ilustra o desastre com várias fotografias do guarda-redes croata Dominik Livakovic, "o grande protagonista da partida".

O diário paulista também destaca o golo marcado por Neymar para igualar Pelé como o melhor marcador de todos os tempos da seleção nacional com 77 golos.

Por seu lado, o diário desportivo "Lance!" considerou que o Brasil "não compreendia o jogo" e "fazia tudo o que a Croácia queria".

Os colunistas do UOL foram os mais duros para Tite, que já tinha anunciado que se demitiria após o Campeonato do Mundo no Catar.

O comentador Vitor Guedes disse que o treinador "alinhou mal" e que foi "pior ainda" a fazer mudanças, recordando também "a aberração" de chamar Daniel Alves, que não joga desde setembro.

Na mesma linha, o comentador Milton Neves frisou que "Tite foi o grande culpado pelo fracasso do Brasil no Catar".

"Em primeiro lugar, por ter chamado laterais em que não confiava, tais como Daniel Alves", disse, sublinhando o "erro ao substituir Vinícius Júnior na segunda parte".

"E agora, nada agora! Vai para casa e espera que em quatro anos surja um novo Pelé, mesmo que isso seja "totalmente impossível", concluiu.

O presidente eleito do Brasil já reagiu à derrota, dizendo que "o Brasil se esforçou, Neymar fez um belo golo e o 'time' merecia mais".

"Meus cumprimentos aos jogadores e comissão técnica. Vamos em frente que na vida jamais podemos desistir", frisou.

JN/Agências