A Rússia assinalou hoje, domingo, com uma imponente cerimónia militar em Moscovo, os 65 anos do final da II Guerra Mundial.
A participação de militares da Rússia, de países membros da Comunidade de Estados Independentes e de países membros da coligação anti-hitleriana no desfile na Praça Vermelha "testemunha que eles estão prontos a impedir a revisão dos resultados da Segunda Guerra Mundial", bem como a não permitir o aparecimento de novas tragédias, declarou Dmitri Medvedev.
O Presidente russo, ao discursar na parada dedicada ao 65.º aniversário da vitória do Exército Vermelho sobre as tropas nazis, sublinhou que "as lições da Segunda Guerra Mundial apelam à nossa união. A paz continua a ser frágil e é nosso dever recordarmo-nos sempre que as guerras não se declaram numa hora. O mal ganha força se recuamos perante ele".
"Devemos unir-nos para fazer face às ameaças contemporâneas. Só é possível resolver os problemas da segurança global na base de relações de boa vizinhança para fazer triunfar no mundo inteiro os ideais da justiça e da paz, bem como para assegurar a liberdade e prosperidade às gerações futuras", concluiu.
Cerca de 40 chefes de Estado e de governo assistiram na Praça Vermelha à parada militar onde participaram onze mil soldados e 75 modelos de armamentos, incluindo tanques, mísseis e aviões.
Pela primeira vez, o Mausoléu de Lénine, fundador da União Soviética, foi coberto por um enorme "sarcófago" pintado com as cores nacionais russas: vermelho, branco e azul.
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, suspenderam a sua viagem a Moscovo, alegando a "crise na zona euro", mas esteve presente na Praça Vermelha Angela Merkel, chanceler alemã.
O desfile integrou também soldados dos EUA, França, Reino Unido e Polónia, os países aliados de Moscovo no decurso de um conflito e que vitimou cerca de 25 milhões de civis e militares da ex-URSS entre 1941 e 1945.
A parada terminou com a demonstração de figuras de alta pilotagem sobre a Praça Vermelha, realizadas por 120 aviões e helicópteros de combate.