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Obama e Bento XVI jogam contra a sida

Líderes mundiais "jogam" contra a sida DIREITOS RESERVADOS

Investimento no Mundial foi quatro vezes superior ao previsto no combate à doença nos próximos dois anos, na África do Sul, país onde 20% dos adultos estão infectados, denuncia ONG que lançou um jogo de futebol online.

É a reboque do Mundial de Futebol que a "InspirAction" espera chamar à atenção para o flagelo da sida, na África do Sul, onde diariamente morrem mil pessoas com a doença e outras 1400 são infectadas.

Dados oficiais confirmam a dimensão assustadora que a sida assume no país: há seis milhões de seropositivos, o que corresponde a 20% dos adultos, e 2,5 milhões  de crianças infectadas.

"É o momento de exigir a quem toma decisões uma política coerente contra a sida”, dizem os activistas da Organização Não Governamental (ONG) “InspirAction”, responsável pela campanha “Marca um golo à sida”.

A ONG criou um jogo de futebol online que coloca em campo o presidente do Governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, o de França, Nicolas Sarkozy, da Alemanha Angela Merkel e o Papa, Bento XVI. Cada um deles veste uma camisola com o logótipo de uma companhia farmacêutica, às quais é também pedido um maior compromisso na luta contra a sida.

Com o Zapatero a guarda-redes e Obama como avançado, a ONG recorda que "em 2005 os líderes do G8 fizeram uma proposta histórica: estender o tratamento com retrovirais a todos os que deles necessitam, em 2010. Na África do Sul, 40% dos infectados continuam sem medicamentos. A promessa ficou por cumprir”.

"Está na hora de políticos, farmacêuticos e sociedade civil se unirem para acabar com o estigma  das pessoas portadoras do VIH, especialmente na África do Sul, onde mais de metade dos infectados não têm acesso aos medicamentos de que precisam", explica a ONG, citada pelo jornal espanhol “El Mundo”.

"O investimento inicial no Mundial foi quatro vezes maior do que a quantidade que o Governo gastará com a prevenção e o tratamento do VIH e com outras doenças de transmissão sexual, em 2010 e 2011", denuncia, ainda, a ONG.

Redação