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Países do G7 vão discutir sanções aos diamantes russos

Os líderes dos países do G7 estarão reunidos numa cimeira em Hiroshima AFP

Os líderes dos países do G7, que estarão reunidos numa cimeira em Hiroshima, vão discutir sanções contra o comércio de diamantes da Rússia, que movimenta vários milhares de milhões de dólares anualmente, declarou, esta quinta-feira, um responsável da União Europeia.

"Pensámos que é preciso limitar as exportações russas neste setor", afirmou o responsável da UE, acrescentando, entretanto, que é improvável que o G7 chegue a um acordo final nesta cimeira, que acontecerá entre a sexta-feira e o domingo, na cidade japonesa de Hiroshima.

A Rússia exportou quase cinco mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) em diamantes em 2021, de acordo com o Observatório de Complexidade Económica, um portal de dados de comércio internacional criado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês).

Os Emirados Árabes Unidos, a Índia e a Bélgica, que é membro da UE, estão entre os principais importadores.

O responsável da UE sublinhou que a adesão da Índia seria fundamental para garantir o impacto de qualquer regime de sanções nesta área. "Gostaríamos de desenvolver um diálogo [com os indianos], porque a indústria de diamantes é muito importante na Índia, não necessariamente em termos de números, mas em termos de política e simbolismo", acrescentou a fonte.

A Índia também mantém estreitos laços militares com a Rússia e nunca condenou a invasão de Moscovo à Ucrânia, que aconteceu em 24 de fevereiro de 2022.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, foi convidado para a cimeira de Hiroshima juntamente com os líderes de outras grandes economias em desenvolvimento.

Os países do G7 [grupo formado pelo Reino Unido, França, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Canadá e Itália -- a UE também tem representação no grupo] - impuseram sanções sem precedentes à Rússia no ano passado, mas foram cautelosos em áreas que poderiam prejudicar as economias europeias que ainda se recuperam da pandemia da covid-19.

JN/Agências