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Vacina contra a gonorreia começa a ser administrada em agosto, em Inglaterra

Em Portugal, a infeção sexualmente transmissível aumentou cerca de 12 vezes entre 2013 e 2023 Foto Freepik

O processo de vacinação contra a gonorreia, uma das infeções sexualmente transmissíveis que mais cresceu nos últimos anos, na Europa, vai arrancar este verão em Inglaterra. Irlanda do Norte também já aprovou processo

O aumento astronómico de casos de gonorreia no Reino Unido levou o território a aprovar, em novembro de 2023, a recomendação para a implementação da vacina. Um processo que ganha agora uma data: agosto de 2025.

O NHS, serviço nacional de saúde inglês, vai proceder à administração da vacina, mas junto de populações muito específicas, nesta fase de arranque. Entre os primeiros cidadãos elegíveis para este processo estão os bissexuais e homossexuais com histórico recente de múltiplos parceiros sexuais ou que tiveram uma infeção sexualmente transmissível (IST) recente. Na Irlanda do norte, o Departamento de Saúde aprovou, no início do mês de junho, um programa de vacinação contra a gonorreia.

A vacina já existe para a doença meningocócica B, chamada 4CMenB, e a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) indica que aqueles que recebem a vacina podem estar protegidos até 40% contra esta doença.

Recorde-se que a gonorreia tem sido uma das doenças que tem registado maior aumento na Europa, com Portugal a registar valores recorde de incidência. Olhando para os dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, a infeção aumentou 300%, entre 2013 e 2023.

Portugal não está nada bem retratado nestes números. A Direção-Geral de Saúde revelou que, em igual período, a doença aumentou cerca de 12 vezes. Em números absolutos, em 2023, a entidade revelava que tinham sido registados mais de dois casos por dia de gonorreia e sífilis, em jovens dos 15 aos 24 anos.

Carla Bernardino