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Tony Carreira a ministro da Cultura e os vilões pífios do nosso país

A rubrica "Partida, Largada, Fugida"

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Hoje é Dia da Criança. Dia que celebra todas as crianças – mas de idade real, mesmo. De idade mental não conta, ou tínhamos de oferecer gomas em forma de cateter a meia bancada do Chega.

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Os últimos dias têm sido marcados por uma vaga de calor em Portugal. Depois dos resultados das legislativas terem sido, para muitos, uma descida ao inferno, eis que agora temos a temperatura a condizer.

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Espera-se que a meio deste mês já haja Governo em plenas funções. Ainda não se sabe que ministros da AD vão mudar, mas tenho muitas esperanças de que o Tony Carreira venha a ser ministro da Cultura depois daquele dueto amoroso.

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Miguel Milhão, dono da Prozis, aproveitou a sua riqueza para comprar anúncios na televisão contra o aborto. Em Portugal até os nossos vilões são pífios, em vez de um Lex Luthor temos um caixa de óculos que vende manteiga de amendoim.

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Milhão, que já antes teve discurso contra os direitos das mulheres, diz que o anúncio era só para promover a sua carreira como DJ. Que é como eu o atropelar na rua e dizer que estava só a promover a minha carreira na Fórmula 1.

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Após a derrota do Al Nassr, que o deixou fora da Champions asiática, Cristiano Ronaldo partilhou uma mensagem de despedida no Instagram. Boas notícias, ditadores: o craque está disponível para jogar à bola até limpar a imagem do vosso país.

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O apagão de 28 de abril pode ter custado dois mil milhões de euros às empresas nacionais, com 99% das mesmas a dizerem ter sido afetadas. O 1% que falta só podem ser tabernas medievais que prezam ter fidelidade histórica.

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Carlos Moedas quer retirar cartazes políticos de “todas as grandes avenidas da cidade”. Mas aposto que estar a impedir cartazes com umas autárquicas à porta é só coincidência. O Kim Jong-un também só não quer cartazes de opositores para Pyongyang ficar muito linda.

Susana Romana