O debate instrutório do processo contra Rúben Oliveira, conhecido por "Xuxas" e considerado o maior traficante de droga português, foi esta segunda-feira adiado para a próxima quarta-feira, devido à ausência de dois advogados de outros arguidos no caso.
"Xuxas", de 39 anos, está acusado pelo Ministério Público de ser o líder de um grupo criminoso com "ligações estreitas" ao Comando Vermelho (Brasil) e ao Cartel de Medellin (Colômbia) e "ramificações nos portos de Setúbal, de Sines e de Leixões e no aeroporto de Lisboa".
O processo conta, além do presumível narcotraficante, com mais 20 arguidos (incluindo três empresas), que respondem, em geral, por associação criminosa para o tráfico, tráfico de estupefacientes e branqueamento, entre outros crimes.
Em prisão preventiva desde que, em junho de 2022, foi detido pela Polícia Judiciária, em Lisboa, Rúben Oliveira tenta nesta fase de instrução, liderada pelo juiz Carlos Alexandre, evitar a ida a julgamento, alegando, sobretudo, que a prova que existe contra si foi obtida de forma ilegal e, por isso, tem de ser anulada.
A acusação foi proferida pelo Ministério Público em fevereiro de 2023. Quatro meses mais tarde, começaram, no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, as diligências instrutórias requeridas por vários arguidos.
No debate instrutório, esta segunda-feira reagendado para quarta-feira, o Ministério Público e as defesas vão apresentar os seus últimos argumentos. Só depois Carlos Alexandre vai decidir se os arguidos vão mesmo a julgamento e, se sim, em que termos.