Dezenas de migrantes africanos foram resgatados no deserto por guardas de fronteira líbios e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), afirmou, esta segunda-feira, o Ministério do Interior Líbio, que acusa a Tunísia de os ter abandonado ali.
"As patrulhas da Guarda de Fronteira resgataram dezenas de migrantes ilegais que fugiam das autoridades tunisinas em direção às zonas fronteiriças da Líbia", afirmou o Ministério do Interior em comunicado.
Na nota, a Líbia especificou que o resgate destas pessoas foi feito em colaboração com a OIM, que distribuiu alimentos, roupas e abrigo temporário às pessoas afetadas até que sejam tomadas novas medidas.
Num vídeo também divulgado pelas autoridades líbias, dois homens nigerianos afirmam ter sido espancados por soldados tunisinos e levados com outros para uma zona deserta, onde lhes foi dito para atravessarem para a Líbia, enquanto outro afirma que os passaportes foram retirados e queimados.
Os três homens afirmam que passaram dois dias no deserto antes de serem encontrados.
O incidente ocorre apenas um dia depois de a União Europeia (UE) e a Tunísia terem assinado um acordo em que o país norte-africano se compromete a cooperar com Bruxelas em matéria de imigração, em troca de uma ajuda financeira estimada em cerca de 900 milhões de euros.