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Britânica diz ter descoberto identidade de "Jack, o Estripador"

O assassino em série é responsável por, pelo menos, seis mortes Ricardo Arduengo / AFP

A tetraneta de um polícia britânico que investigou os assassinatos de "Jack, o Estripador" afirmou ter descoberto a identidade do famoso criminoso do século XIX, que matava prostitutas em Londres.

A identidade do assassino em série, responsável por, pelo menos, seis mortes no bairro de Whitechapel, em 1888, permanece um dos maiores mistérios de casos criminais no Reino Unido.

Num livro que será publicado no próximo mês, Sarah Bax Horton diz que o assassino, que mutilava as vítimas, era um fabricante de charutos local chamado Hyam Hyams, que sofria de epilepsia e alcoolismo, segundo o jornal britânico "Sunday Telegraph".

Testemunhas da época descreveram o suspeito como um indivíduo de cerca de 30 anos, com um braço rígido e problemas nos joelhos. Bax Horton encontrou registos médicos que mostram que Hyams, que tinha 35 anos em 1888, tinha sofrido uma lesão que o impedia de "dobrar ou esticar" o braço esquerdo.

Os documentos encontrados pela britânica também indicam que o suspeito tinha um problema no joelho e sofria de epilepsia, com ataques regulares.

A autora também encontrou semelhanças entre a estatura e a constituição física de Hyams e as descrições das testemunhas. Em setembro de 1889, o homem, que morreu em 1913, foi internado permanentemente num hospital psiquiátrico.

Bax Horton, cujo tetravô investigava oficialmente o caso, chegou à conclusão de que o declínio físico e mental de Hyams, agravado pelo alcoolismo, o levou a cometer os assassinatos. O suspeito também já tinha atacado a mulher e a mãe.

Paul Begg, especialista no caso, apoia a hipótese de Bax Horton e descreve a pesquisa como sendo um "livro bem documentado, bem escrito e muito necessário" para se ter uma ideia de quem poderia ser o criminoso que aterrorizou Londres, em declarações ao jornal britânico.

"One-Armed Jack: Uncovering the Real Jack the Ripper" será publicado em agosto. O caso de "Jack, o Estripador" gerou uma verdadeira indústria, com livros, exposições e passeios guiados pelas ruas onde as vítimas foram assassinadas.

JN/Agências