Cultura

Meo Marés Vivas: Irma e a sua percussão dançável

Tiago Nacarato subiu ao palco convidado por Irma. André Rolo/Global Imagens

Irma deu o concerto mais participado e dançado do Palco Moche deste domingo, terceiro e último dia do festival Marés Vivas, a decorrer no antigo parque de campismo da Madalena, em Gaia.

Irma apresentou-se em palco com cinco músicos para coordenar o ritmo cardíaco. Entra e faz logo uma promessa: "Vamos dançar hoje".

A artista começou por ser conhecida do público como atriz, participando em várias produções televisivas e musicais. Mas, depois do seu single de apresentação “A qualquer hora”, a sua carreira disparou.

A sua música tem forte influência angolana, como explica, por influxo dos avós angolanos com quem cresceu, e é muito visível na secção percussiva. Aos 12 anos herdou uma guitarra da mãe, e no concerto deste domingo tocou-a para fazer uma reciclagem de "Meninas vamos ao vira".  

“Subi subi”, de Bateu Matou, foi um dos temas em que repartiu energia a rodos, saltitante e sempre a distribuir carinho pelos músicos. Para dar uma surpresa ao público chamou a palco o seu "amigo do coração" Tiago Nacarato. Desconstraído, Nacarato entrou a contar que furou um pneu. E ela, num abraço, disse que queria tê-lo sempre por perto.

Os dois cantaram o tema “Vejo-te aqui”, com o público todo a acompanhar o coro a uma só voz. Seguiu-se “Fica comigo”, em que se mostrou um animal de palco.

Para rematar o concerto, cantou "La bohéme", num francês que disse não ser o seu forte. Mas, o público estava de mão dada com ela.

Xavier Rudd, australiano, é o músico que segue neste terceiro dia, assim como o português Fernando Daniel e os cabeças de cartaz The Script e Black Eyed Peas que fecham o 15.º Meo Marés Vivas, que nos três dias esteve sempre a abarrotar.

Catarina Ferreira