Justiça

Grupo que agrediu zelador de André Villas-Boas julgado por assaltos em Gaia

Homem agredido era zelador de André Villas-Boas Foto: Leonel de Castro

Nove jovens foram acusados de, entre setembro de 2023 e abril do ano passado, serem os autores de 12 assaltos em Gaia e no Porto, recorrendo a ameaças e agressões. Três deles - Nuno Paiva, Daniel Salles e Rafael Silva - foram recentemente condenados pela agressão ao zelador de André Villas-Boas.

Entre o rol de crimes que a acusação do Ministério Público atribuí ao grupo contam-se dois assaltos no dia de Natal de 2023, ambos em Gaia, e no espaço de uma hora.

No primeiro, de acordo com o MP, o arguido Ricardo Soares, acompanhado de mais seis indivíduos, cuja identidade não foi possível apurar, abordou, cerca das 18.40 horas, um casal no Jardim do Morro, em Gaia. Sob a ameaça de um objeto semelhante a uma navalha, roubaram as carteiras e algumas moedas.

Uma hora mais tarde, na Estação de Metro de Santo Ovídio, Ricardo Soares, na companhia de João Alves da Silva, Rafael Silva e outro arguido, cercaram um homem e da mochila que levava roubaram a carteira e uns auriculares e o telemóvel, que partiram.

Ainda obrigaram a vítima a dar os códigos de acesso ao telemóvel e ao MBWay, tendo mais tarde levantado 400 euros.

No dia 31 de dezembro daquele ano, o grupo assaltou três pessoas em Gaia: às 18.25 horas, na Estação de Metro de João de Deus, às 18.30 horas, na Avenida de Vasco da Gama,  e às 19.45 horas, na Estação de Metro de Santo Ovídio.

Num outro assalto, a vítima conseguiu fugir para o Cais de Gaia e escondeu-se no interior de uma embarcação, onde esteve cerca de meia hora, mas foi agredido e roubado à saída. Com o seu cartão de crédito, o grupo levantou dinheiro e efetuou compras, causando um prejuízo de 2456 euros.

Alexandre Panda