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Vaticano entregou "pistas" sobre o desaparecimento de Emanuela Orlandi à Justiça italiana

Emanuela Orlandi desapareceu há 40 anos e a sua história deu origem a uma série de sucesso da Netflix DR

O Vaticano enviou o à Procuradoria de Roma “pistas de investigação” sobre o desaparecimento de Emanuela Orlandi, uma jovem italiana que foi vista pela última vez a 22 de junho de 1983.

O caso do mediático desaparecimento foi reaberto em janeiro deste ano, 40 anos depois, e, em comunicado, a Santa Sé diz ter remetido para a Justiça italiana "todas as evidências disponíveis nas estruturas"  do Vaticano, tendo tentado averiguar a veracidade das mesmas " através de conversas com as pessoas responsáveis por alguns escritórios, na altura dos factos”.

De acordo com a Agência Ecclesia, algumas das pistas podem dar conhecimentos adicionais à investigação.

De acordo com o "Vatican News", a decisão de abrir uma nova investigação sobre o desaparecimento da jovem, em janeiro deste ano, teve por base os “pedidos feitos pela família em vários fóruns”.

Quem era Emanuela Orlandi?

Filha de um funcionário leigo da Santa Sé, desapareceu a 22 de junho de 1983, depois de ter saído de casa da sua família no Vaticano para ir para a uma aula na escola de música que frequentava em Roma.

Desde então várias têm sido as histórias avançadas para explicar o desaparecimento de Emanuela Orlandi, incluindo teorias envolvendo tráfico sexual ou chantagens contra o então Papa, João Paulo II.

Uma nova teoria surgiu com o documentário da Netflix intitulado "Vatican Girl: The Disappearance of Emanuela Orlandi", que estreou-se em outubro, em que uma amiga de infância de Emanuela conta que, dias antes do desaparecimento, a adolescente foi abusada sexualmente dentro do Vaticano por "alguém próximo do Papa.

Redação