Braga

Família de Sandro recebe ofertas e ajudas de todo o país

Sandro com a mãe, Ana Pereira e o pai, Jorge Sousa Gonçalo Delgado/Global Imagens

Os pais de jovem autista de Braga foram esta terça-feira contactados por pessoas de todo o país, que conseguiram disponibilizar o medicamento de que precisa. Desde uma mãe, cujo filho mudou de medicação, e que doou os fármacos que sobraram, até um envio de Lisboa, foram muitas as manifestações de solidariedade.

A família de Sandro, o jovem de Braga com síndrome de Williams e autismo que toma um medicamento que os pais não têm conseguido encontrar nas farmácias, recebeu esta terça-feira duas “ótimas notícias” com a disponibilização de uma caixa e meia do fármaco através de pessoas de Famalicão e de Lisboa que conheceram o caso pela reportagem publicada terça-feira pelo JN.

“Uma senhora de Famalicão que viu a notícia descobriu-me no Facebook e disponibilizou-se a ceder meia caixa de Concerta. O filho dela tomava, mas deixou de tomar porque a medicação foi alterada”, explicou ao JN a mãe de Sandro, Ana Pereira, acrescentando que a outra embalagem foi comprada em Lisboa.

Mãe sensibilizada com ajudas

“Um antigo colega do meu marido reconheceu-o na fotografia [do JN] e conseguiu encontrar uma caixa do medicamento numa farmácia de Lisboa, embora numa dosagem inferior à que o Sandro toma”, precisou Ana. A mãe mostra-se “sensibilizada” e agora “muito mais aliviada”, uma vez que o filho já poderá realizar o tratamento conforme estava estabelecido, com a toma de um comprimido de Concerta (metilfenidato) por dia.


Segundo Ana Pereira, ao longo do dia, a família recebeu outros contactos, sobretudo através das redes sociais, de quem se mostrou sensibilizado com a situação desta família.

Solidariedade impulsionada por notícia no JN

Conforme o JN noticiou, Sandro toma este medicamento há um ano para tratar a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), mas sobretudo desde setembro tem sido cada vez mais difícil encontrar o fármaco. Essa é uma realidade extensível a outros medicamentos para a hiperatividade, o que já levou o Infarmed a pedir uma “gestão criteriosa” por parte de profissionais de saúde, distribuidores e doentes.

Ricardo Reis Costa