Vila Nova de Famalicão

Último troço da variante à EN14 pronto dentro de dois anos

Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens / Arquivo

A variante à EN14, entre a Maia e Famalicão, deverá estar concluída dentro de cerca de dois anos. Foi assinado contrato para a construção do último troço de via e uma nova ponte sobre o rio Ave, entre o interface rodoferroviário da Trofa e Santana, na freguesia de Ribeirão, em Famalicão.

Uma solução para resolver o congestionamento de trânsito que todos os dias se vive na EN14 é uma reclamação com décadas. A reivindicação de autarcas e empresários é muito antiga, já que o congestionamento de tráfego afeta diretamente as zonas industriais de Lousado e Ribeirão, onde aliás está uma das empresas mais exportadoras do país, a Continental.

Depois de vários avanços e recuos o entupimento da 14 vai agora ter solução com a concretização da totalidade da alternativa. Em 2015 foi anunciado um projeto mais barato para substituir o que havia sido divulgado em 2010, que consistia numa via semelhante a uma auto estrada não portajada. Os elevados custos levaram a que o Governo de então tivesse optado por uma solução mais acessível e “exequível”.

A nova estrada variante à congestionada 14 tem entretanto avançado por fases. Foi concretizado o troço na Maia/Trofa, avançou, em março de 2022 o troço entre a Via Diagonal, na Maia e o interface rodoferroviário da Trofa, numa extensão de 10 quilómetros.

Segue-se agora, o último troço da variante à EN14 cuja extensão é de 2,4 quilómetros e inclui a construção de uma nova ponte sobre orio Ave. O investimento está orçado em 12,5 milhões de euros.

A nova travessia sobre o Ave terá uma extensão de 163 metros e vai ser edificada na zona de Carqueijoso,  cerca de um quilómetro a montante da atual ponte sobre o Rio Ave na EN14. Serão ainda, construídas quatro rotundas.

O objetivo desta nova via é “eliminar os atuais constrangimentos à mobilidade no atravessamento do centro urbano da Trofa, melhorar as acessibilidades ao hospital da Trofa e à estação de caminhos de ferro, e diminuir os tempos de percurso para o tráfego com destino às zonas industriais e comerciais existentes”.

Este investimento, avança a Infraestruturas de Portugal (IP), é feito no âmbito do PRR - Plano de Recuperação  e Resiliência.

“Até ao final do ano de 2023, a IP cumpriu com sucesso os 10 marcos definidos no PRR para investimentos rodoviários” notou Miguel Cruz, presidente da IP em comunicado acrescentando que tal corresponde a  a 53% do total de objetivos a cumprir até ao final do PRR.

“Temos mais metas e marcos para cumprir, investimento por executar, e esta assinatura de contrato é mais um passo para continuarmos o trabalho, sendo que este já é, no ano de 2024, o segundo contrato assinado no âmbito do PRR”, refere.

Alexandra Lopes