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14 mil fogos em reabilitação: “Temos o país todo a trabalhar estratégias para a habitação”

A Ministra da Habitação considerou que a atual política de habitação “é de médio prazo e continuará a existir” Artur Machado/Global Imagens

A Ministra da Habitação, Marina Gonçalves, afirmou esta quarta-feira que, atualmente, todos os municípios do país têm em curso “estratégias locais de habitação”, sendo que em 280 já existem projetos no terreno, com a reabilitação de 14 mil fogos, para reforçar o parque habitacional público.

A governante falava em Caminha, onde visitou duas antigas casas da Infraestruturas de Portugal (IP), junto à estação de comboios, e dois apartamentos num bairro social de propriedade mista, Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e privados, que vão ser reabilitados. E anunciou que, naquele concelho, está a ser ultimada a cedência ao IHRU pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), de mais três antigas casas, situadas junto à Mata Nacional do Camarido, que terão o mesmo destino. 

Num balanço da “política de habitação” do Governo em gestão, Marina Gonçalves, afirmou que “hoje temos todo o país a trabalhar nas suas estratégias locais de habitação, a identificar as necessidades, a priorizar a habitação e a concretizar aquilo que é um direito fundamental das pessoas”.

“No 1.º Direito temos todos os municípios a trabalhar nas suas estratégias e cerca de 280 que já estão com a sua estratégia em execução. Temos cerca de 14 mil habitações já numa fase avançada, em obra ou fase final de projeto, e este é um número sempre em evolução em função das candidaturas apresentadas no IHRU”, declarou, acrescentando: “Estamos num momento de velocidade de cruzeiro. Todos os dias entram novas candidaturas”. 

No âmbito do programa Arrendamento Acessível, a governante indicou que existem “12.500 habitações identificadas, em fases diferentes de projeto, como é o caso destas de Caminha, em que estamos a formalizar a passagem do IP para o IHRU, mas todas elas, algumas no âmbito do PRR, onde temos o compromisso das 6800 e outras para lá do PRR, vão todas engrossar aquele que é o parque público”. 

Nesta deslocação àquele concelho do Alto Minho, a governante presidiu à assinatura de um protocolo, entre a IP e o IHRU, para a cedência das duas habitações “devolutas e abandonadas”, ao lado da estação dos caminhos de ferro da vila de Caminha, para serem recuperadas e colocadas no mercado habitacional de arrendamento acessível. 

E ainda de um contrato de arrendamento pelo IHRU à câmara municipal de Caminha, de duas frações habitacionais, no “bairro dos pescadores”, para sua reabilitação e subarrendamento a preços acessíveis.

A Ministra da Habitação considerou que a atual política de habitação “é de médio prazo e continuará a existir”.

“Esta é uma política perene. É uma política que não se faz de um dia para o outro e ela está sedimentada, não tenho dúvidas nenhumas. Há um amplo consenso naquilo que diz respeito à importância do parque público e destes investimentos”, comentou, concluindo: “Temos os autarcas todos a trabalhar com essa prioridade, que não é só definida pelo Governo. A mágoa que nos deixa a todos, é sempre continuarmos a ter famílias que não conseguem aceder a uma habitação compatível com os seus rendimentos”.

O autarca de Caminha, Rui Lages, considerou que “o programa 1.º Direito surgiu como uma luz ao fundo do túnel”, no âmbito do problema da falta de habitação naquele concelho. 

Ana Peixoto Fernandes