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Insegurança no Mar Vermelho leva China a apelar à cooperação internacional

Foi criado um Exército Popular Houthi para combater a ameaça de Israel Osamah Yahya/EPA

A China instou hoje as principais potências a cooperarem para "garantir a segurança da navegação no Mar Vermelho", onde navios civis têm sido atacados.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Wang Wenbin afirmou em conferência de imprensa que o Mar Vermelho é uma "importante rota para o comércio internacional de bens e energia" e que "preservar a segurança e a estabilidade da região é do interesse comum da comunidade internacional".

Os Estados Unidos apelaram à China para que desempenhe "um papel construtivo" na sequência dos ataques ao largo da costa do Iémen, que levaram muitas companhias de navegação - incluindo várias chinesas - a suspender a navegação através do Mar Vermelho para contornar África através do Cabo da Boa Esperança.

Isto fez disparar os preços do transporte marítimo de mercadorias entre China e Europa.

Wang reiterou que a China "sempre defendeu a segurança das rotas marítimas" e "opõe-se a atos de assédio" contra navios civis.

Esta semana, as principais companhias de navegação, como a chinesa Cosco, a sua subsidiária OOCL e a taiwanesa Evergreen, suspenderam temporariamente o transporte de carga na rota do Mar Vermelho - uma das principais rotas marítimas do mundo que liga a Europa, a Ásia e a África - juntando-se a empresas como a Maersk e a Hapag-Lloyd.

Os Huthis iemenitas, apoiados pelo Irão, lançaram várias barragens de mísseis e drones contra o sul de Israel nos últimos dois meses, bem como contra navios que arvoram a bandeira do Estado judeu ou que são propriedade de empresas israelitas no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al Mandeb.

JN/Agências