O PS venceu com vantagem de 39 mil votos sobre a AD. Ventura foi o grande derrotado da noite. IL é o único partido com mais votos que nas legislativas.
A CDU conseguiu manter a representação no Parlamento Europeu, o que foi motivo de festejo para a coligação, que considerou a eleição positiva num quadro de "condições adversas", apesar de registar o pior resultado de sempre em europeias.
Com 99,59% dos votos contabilizados, a CDU obteve 4,12% dos votos nestas eleições europeias, conseguindo eleger o seu cabeça de lista, João Oliveira, para o Parlamento Europeu. Este é o pior resultado de sempre da CDU em eleições europeias e a primeira vez que a coligação só terá um representante em Estrasburgo.
Termina aqui o minuto a minuto destas eleições europeias. Obrigada por nos seguir.
O PS venceu com vantagem de 39 mil votos sobre a AD. Ventura foi o grande derrotado da noite. IL é o único partido com mais votos que nas legislativas.
O PS venceu as eleições (32,1%), mas a vantagem sobre a AD (31,1%) foi de apenas 39 mil votos. O Chega continua a ser o terceiro maior partido (9,8%), mas sofre um desgaste acentuado face às legislativas. Quem mais cresceu foi a Iniciativa Liberal (9,1%). À Esquerda, BE (4,2%) e CDU (4,1%) conseguem um deputado. Livre e PAN ficam de fora do próximo Parlamento Europeu.
O cabeça de lista da Iniciativa Liberal (IL) ao Parlamento Europeu, eleito no domingo, reiterou hoje que não apoiará o ex-primeiro-ministro António Costa para presidente do Conselho Europeu, caso decida ser candidato, por não lhe reconhecer "o perfil ideal".
A Alternativa Democrática Nacional (ADN), partido sem representação na Assembleia da República, ultrapassou o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) nas Europeias, ao conseguir 1,37% dos votos. Com todos os mandatos atribuídos e a contagem (99,28%) praticamente fechada, o ADN obteve 1,37%, correspondentes a 54.044 votos, e ficou à frente do PAN, que conseguiu 1,22%, ou seja, 47.943 votos.
Em maio de 2019, o PAN tinha sido a surpresa das eleições europeias, ao eleger pela primeira vez um eurodeputado, que acabou por se desfiliar e terminar o mandato na qualidade de independente.
O partido tinha como cabeça de lista Pedro Fidalgo Marques às eleições europeias, enquanto o ADN contava com Joana Amaral Dias.
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, congratulou-se hoje com "os magníficos resultados" do Partido Socialista espanhol (PSOE) nas europeias, em que ficou atrás do Partido Popular (PP, direita), sublinhando a "onda de extrema-direita" que atravessa a Europa.
"O PSOE converte-se na única opção de Governo capaz de fazer frente à onda de extrema-direita que atravessa a Europa e Espanha. Vamos continuar a trabalhar para consolidar uma Europa de avanços e de progresso", escreveu Sánchez na rede social X.
Sánchez felicitou o PP pelo resultado nas europeias de domingo em Espanha e deu os parabéns à candidata socialista, Teresa Ribera, e ao PSOE pelos "magníficos resultados".
O PP venceu as eleições europeias de domingo em Espanha, com 34,2% dos votos e 22 eurodeputados eleitos, enquanto os socialistas alcançaram 30,18% e 20 assentos no Parlamento Europeu.
O PP, que integra o Partido Popular Europeu (PPE) na assembleia europeia, elegeu hoje mais nove eurodeputados do que em 2019, o ano das eleições anteriores.
Já o PSOE perdeu um lugar no Parlamento Europeu, onde integra o grupo dos Socialistas e Democratas (S&D).
O porta-voz do Livre, Rui Tavares, assumiu hoje a derrota do partido e, apesar de sublinhar o crescimento em relação às anteriores eleições europeias, considerou ser uma "noite triste".
"É uma noite triste para o Livre. Valorizamos o que conseguimos (...), mas há também frustração por não conseguir a eleição e uma derrota em que o Livre, com um resultado muito perto dos 4%, não consegue eleger", lamentou Rui Tavares.
O Livre recebeu 3,75% dos votos nas eleições europeias de domingo, segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, mas o resultado não foi suficiente para eleger o cabeça de lista, Francisco Paupério.
"É o tipo de resultado que, em qualquer cenário normal, nos permitiria estar aqui a fazer a festa. Infelizmente não estamos. É uma noite em que o Livre perde as eleições e eu quero assumir essa derrota", disse o porta-voz, perante dezenas de apoiantes no Teatro da Luz, onde o partido acompanhou a noite eleitoral.
No final da noite, André Ventura voltou a reconhecer que os resultados não foram os esperados, mas fez questão de salientar que esta eleição não tem comparação com aquelas que dizem respeito a Portugal. E, apesar da falhar este domingo os objetivos, o líder do Chega arrancou fortes aplausos dos militantes, quando referiu que, "a partir do dia 10 de março, o Chega entra em todas as eleições para ganhar".
Depois de agradecer a todos os candidatos e à equipa que trabalhou nas Europeias, Ventura deixou farpas a Luis Montengero. "Ouvimos hoje Luís Montenegro dizer que, através dos deputados que elegeu, apoiará a candidatura de António Costa ao Conseho Europeu, Aqui se vê quem continua a dar a mão ao PS, a permitir que este tenha vitórias como a de hoje. Ao contrário do que o primeiro-ministro e líder do PSD diz, quem é a muleta do PS é o PSD e não o Chega", referiu.
O Partido Popular (PP, direita) considerou que os resultados das eleições europeias de domingo em Espanha, que venceu, são uma censura ao governo do socialista Pedro Sánchez e que abrem um novo ciclo político no país.
"Hoje houve um sim a Alberto Núñez Feijóo [presidente do PP] e um não a Pedro Sánchez e à sua forma de fazer política", afirmou a "número dois" do partido, Cuca Gamarra, numa declaração aos jornalistas na sede dos populares, em Madrid.
Cuca Gamarra destacou que o PP, com Feijóo à frente, venceu de novo, no domingo, eleições de índole nacional em Espanha, como aconteceu já por diversas vezes no último ano, incluindo nas legislativas nacionais de 23 de julho de 2023, apesar de os populares terem ficado fora do Governo por causa de uma geringonça parlamentar que reinvestiu Sánchez primeiro-ministro.
"Há apenas um ano, Pedro Sánchez convocou eleições [legislativas] porque perdeu as eleições municipais por 3,4 pontos [para o PP]. Hoje perdeu por quatro pontos", afirmou Cuca Gamarra, que considerou estar em causa uma "censura a Sánchez" e, sem nunca pedir a demissão do Governo ou a antecipação das legislativas, defendeu que o primeiro-ministro espanhol deve ser consequente e tomar uma decisão "de acordo com o que disseram os espanhóis".
O cabeça de lista do PAN às eleições europeias, Pedro Fidalgo Marques, admitiu hoje a derrota nas eleições para Parlamento Europeu, afirmando que o partido já tinha perdido o seu mandato em 2020, depois da renúncia de Francisco Guerreiro.
"O nosso mandato foi perdido em 2020 e o objetivo de o resgatar era um objetivo difícil, mas nós nunca voltamos as costas a objetivos e a tarefas difíceis, porque quem ficaria a perder e quem ficou a perder foram as causas que o PAN representa", salientou Pedro Fidalgo Marques.
Conheça AQUI quem são os 21 eurodeputados portugueses que vão cumprir o próximo mandato no Parlamento Europeu.
João Cotrim de Figueiredo considerou que a “grande vitória” de hoje da Iniciativa Liberal, que conquistou dois eurodeputados, mostra que o partido soube “ir buscar o voto aos descontentes” e que está para “ficar”. O cabeça de lista dos liberais dirigiu-se ainda aos “velhos do Restelo” que eram céticos quanto ao liberalismo, para lhes dizer que se provou que “tem um lugar em Portugal”.
“9,1%. Dois eurodeputados! Eu vou para Bruxelas, mas não vou sozinho, levo a Ana Martins comigo"”, começou por declarar, em euforia, aquele que foi o primeiro deputado eleito da IL na Assembleia da República, em 2019, e que quis repetir o feito, no Parlamento Europeu, acabando por ir além.
A última estimativa desta noite com a composição do Parlamento Europeu nos próximos cinco anos retira dois mandatos ao Partido Popular Europeu e atribui um ao ID (extrema-direita) e outro ao ECR (Conservadores).
"O Governo nacionalizou esta campanha", criticou Pedro Nuno Santos, sobre eventuais promessas feitas nas últimas semanas a várias forças da sociedade pela AD.
Sobre os resultados, o secretário-geral do PS diz que "são um alerta para um Governo que decidiu ignorar o Parlamento. A estratégia de ter um Governo a governar por decreto foi chumbada nestas eleições. Os portugueses exigiram humildade. Essa forma de governar foi derrotada nestas eleições", afirmou, garantindo que o PS não será um fator de instabilidade para o país.
"O PS venceu as eleições e é hoje a primeira força política em Portugal", afirmou Pedro Nuno Santos, líder do PS, na primeira reação aos resultados das eleições europeias.
"A Marta foi uma grande candidata", afirmou o líder dos socialistas, elogiando a "capacidade de empatia e de humanidade" da ex-ministra da Saúde. "É a primeira vez que uma mulher ganha uma campanha nacional", continuou, nomeando e elogiando as diferentes pessoas que integraram a lista com que o PS se apresentou às urnas.
"O PS ganhou estas eleições europeias", começou por afirmar Marta Temido, referindo que "esta noite os portugueses voltaram a demonstrar que confiam no PS", e prometendo que a partir de amanhã se começa a lutar por todos os portugueses.
"Os portugueses provaram uma vez mais a vitalidade da nossa democracia. Nos 50 anos da nossa democracia, dissemos uma vez mais 'presente', e quero também deixar um agradecimento aos que hoje estiveram envolvidos na realização deste ato eleitoral", afirmou, elogiando o novo modelo de votação experienciado este domingo.
A cabeça de lista do PS referiu ainda que "os portugueses recinhecem que a Europa importa", num dia em que a vitória do PS aconteceu por uma margem mínima, com a eleição de oito deputados para o Parlamento Europeu. "Sem jornalismo sério e independente, também não há democracia", acrescentou.
Luís Montenegro enalteceu a participação eleitoral e teceu elogios aos esforços governativos, nomeadamente do Executivo anterior, no sentido de preparar este ato eleitoral, que aconteceu em mobilidade. "O primeiro objetivo da AD é sempre ter pelo menos mais um voto que os outros partidos. E quero assumir que não cumprimos esse objetivo", admitiu, parabenizando o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e a cabeça de lista do partido às Europeias, Marta Temido.
Ainda assim continuou, a AD mantém a representação em Bruxelas, com seis eurodeputados do PSD e um do CDS.
O PS foi o partido mais votado no distrito de Santarém, com 32,21% dos votos. A Aliança Democrática, com 29,97%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 12,49%, está em terceiro.
O PS foi o partido mais votado, com 32,1% e oito eurodeputados, nas europeias deste domingo, à frente da Aliança Democrática, que teve 31,1% e sete mandatos, segundo os resultados provisórios.
O PS foi o partido mais votado no distrito de Lisboa nas eleições europeias de hoje, com 30,49% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 26,76%, é o segundo mais votado, e o IL, com 11,82%, está em terceiro.
O Parlamento Europeu divulgou os lugares atribuídos pelas diferentes famílias europeias, mediante os dados provisórios conhecidos até ao momento, e que revelam que o Partido Popular Europeu tem 191 mandatos.
No Altis, os socialistas já reclamam vitória, pela eleição de oito eurodeputados, e levantam as bandeiras do partido enquanto gritam PS. Aguarda-se a chegada de Pedro Nuno Santo e Marta Temido.
A candidata do Partido Popular Europeu (PPE) disse este domingo que vai começar na segunda-feira a "criar pontes" para alianças com vista a alcançar uma maioria parlamentar, enquanto o cabeça de lista dos Socialistas se manifestou "pronto para negociar".
O PS foi o partido mais votado no distrito de Setúbal nas eleições europeias de hoje, com 34,15% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 19,88%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 11,85%, está em terceiro.
O Partido Popular Europeu (PPE) mantinha-se hoje à frente nas eleições europeias, com 189 lugares, mais 54 que os socialistas, de acordo com uma atualização da projeção do Parlamento Europeu para os próximos cinco anos.
O comunista João Oliveira e a bloquista Catarina Martins foram eleitos para o Parlamento Europeu.
A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado no distrito de Leiria, com 36,15% dos votos. O PS, com 27,09%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 10,29%, está em terceiro.
A presidente do Parlamento Europeu (PE) alertou hoje que a instituição "não trabalha com um Governo e uma oposição, mas com uma maioria" e anunciou reuniões entre os líderes dos grupos políticos na terça-feira.
"Este parlamento não trabalha com um Governo e uma oposição, trabalha com uma maioria", disse Roberta Metsola, no hemiciclo do PE depois de uma atualização às projeções dos resultados das eleições europeias, em Bruxelas.
Acompanhe os resultados AQUI
PS com 32,34 % dos votos (1.047.526) – e cinco mandatos.
AD com 31,94 % dos votos (1.034.592) – igualmente cinco mandatos.
CH com 9,83% dos votos (321.239 votos) – e um mandato.
IL com 8,58 % dos votos (280.308 votos) – também um mandato.
Os restantes partidos ainda não têm mandatos eleitos.
A presidente da Comissão Europeia e candidata a renovar o mandato, Ursula von der Leyen, anunciou, esta noite, que vai começar a negociar com os socialistas do SD e os liberais, do Renew Europe, para criar uma base de entendimento. Ucrânia, Europa e a lei foram os três tópicos que considerou importantes.
Von der Leyen salientou que há uma maioria no centro político, para garantir uma Europa forte. Ainda que reconheça um crescimento no extremo esquerdo do espectro político e na extrema-direita, o "centro está a aguentar-se", sublinhou.
Sobre a vitória desta noite do Partido Popular Europeu, a política alemã sublinhou que a sua família política é a "âncora da estabilidade" da União Europeia.
"Europa social, com uma política ambiental, uma economia que é boa para as pessoas e segurança". Esta foi a lista de objetivos dos Socialistas e Democratas, anunciada por Nicolas Schmit, candidato a líder da Comissão Europeia. Tal como Leyen, o socialista disse querer sentar-se a conversar, para conseguir chegar a soluções para a Europa e recusou uma possibilidade de cooperação com qualquer força que, no seu entender, queira destruir a Europa.
No distrito de Évora, o Partido Socialista foi o vencedor, com 33,84% e 20364 votos, enquanto a AD obteve 23,27% e 14003 votos. A terceira força mais votada foi a CDU, com 12,94% e 7788 de votos.
Em 2019, o PS tinha conquistado 34,89% dos votos, enquanto a CDU era a segunda froça mais votada, com 20,25%, e o PSD a terceira, com 12,25% dos votos.
No distrito, o número de eleitores é de 133233, sendo que apenas votaram 60176.
No distrito de Portalegre, o Partido Socialista venceu as eleições europeias, com 37,67%, o equivalente a 15582 votos, seguido da AD, com 25,57% e 10577 votos. A terceira força política mais votada foi o Partido Chega, com 13,11% e 5423 votos, ultrapassando a CDU, que apenas obteve 7,55% e 3123 votos.
Em 2019, o PS obteve 42,33%, enquanto o PSD ficou com 14,54% e a CDU era a terceira força política no distrito, com 12,58% dos votos.
No distrito do Norte alentejano, o número de eleitores é de 92971, sendo que desses, votaram 41359.
O cabeça de lista da CDU às Europeias, João Oliveira, considerou que a campanha eleitral que protagonizou produzirá “efeitos muito para lá dos próprios resultados” da eleição, realçando o papel do partido pela “paz e da necessidade da luta pela paz”.
João Oliveira sublinhou que o trabalho das últimas semanas permitiu abrir “consciências” para “aspetos que estariam arredados” se não fosse a CDU. “Esse trabalho vai ter que continuar. A luta por uma política que dê ao país uma perspetiva diferente de um futuro melhor, que dê mais perspetivas ao povo, que aponte para o desenvolvimento do país, é uma batalha que amanhã continuaremos a ter que travar”, vincou. As projeções apontam para a possibilidade de a coligação eleger um eurodeputado.
A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado no distrito de Aveiro, com 36,97% dos votos. O PS, com 31,36%, é o segundo mais votado, e a IL, com 8,87%, está em terceiro.
Com a eleição fechada em toda a Europa, o Parlamento Europeu divulga uma projeção da nova composição do Parlamento, já mais próxima da realidade. Os grupos políticos começam a trabalhar já na terça-feira, com a primeira reunião dos líderes de cada família política europeia.
PPE - 189
SD - 135
Renew Europe - 80
ECR - 72
ID - 58
Verdes 52
Left - 36
Não inscritos -46
Outros - 52
A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado nos Açores nas eleições europeias de hoje, com 38,38% dos votos. O PS, com 32,32%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 8,06%, está em terceiro.
A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado na Madeira, com 42,65% dos votos. O PS, com 25,99%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 9,11%, está em terceiro.
O PS foi o partido mais votado no distrito de Castelo Branco. A Aliança Democrática, com 29,26%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 10,58%, está em terceiro.
Na sede do PS, ainda não há qualquer previsão de hora, mas Pedro Nuno Santos prevê falar só depois de Luís Montenegro. Entretanto, os apoiantes que estão na sede vão acompanhando a contagem dos resultados.
O PS foi o partido mais votado no distrito de Coimbra nas eleições europeias de hoje, com 36% dos votos. A AD, com 30,47%, é o segundo mais votado, e o IL, com 8,12%, está em terceiro.
A AD foi a força política mais votada em Vila Real (40,71%), seguindo-se o PS (33,06%). O Chega conseguiu 9,33% dos votos e a IL 4,93%.
O PS foi o partido mais votado no distrito de Beja nas eleições europeias de hoje, com 35,42% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. A AD, com 18,80%, é o segundo mais votado, e o PCP-PEV, com 15,40%, está em terceiro.
O PS foi o partido mais votado no distrito de Guarda nas eleições europeias de hoje, com 35,77% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. A Aliança Democrática, com 35,07%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 10,19%, está em terceiro.
O PS foi o partido mais votado no distrito de Faro nas eleições europeias de hoje, com 29,46% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. A Aliança Democrática, com 28,20%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 14,34%, está em terceiro.
O cabeça de lista da IL, João Cotrim de Figueiredo, já foi eleito, numa altura em que os liberais contabilizam 277.438 votos, o que corresponde a 8,56%. As projeções indicam que a Iniciativa Liberal, no melhor dos cenários, pode chegar aos três eurodeputados.
Já terminou a contagem dos votos em Bragança. A Aliança Democrática foi a força política mais votada (40,87%), seguida do PS (32,67 %). O Chega conseguiu 10,27% dos votos e a IL 4,65%.
O Partido Popular Europeu (PPE) desafiou, nesta noite, os Socialistas e Democratas e os Liberais, para formarem uma maioria pró-europeia e pró-democrática, respeitando o vencedor das eleições, na altura de escolher o próximo líder da Comissão Europeia. Ursula von der Leyen é a candidata do grupo, que subiu o número de representantes no hemiciclo.
Antes, o português Pedro Marques, enquanto vice-presidente do grupo dos Socialistas e Democratas europeus, sublinhou que os partidos pró-europeus e democratas devem ser chamados para as negociações, “nunca a extrema-direita”, sublinhou.
O líder do CDS e ministro da Defesa, Nuno Melo, é a primeira personalidade da AD a reagir aos resultados. Puxando dos galões do seu partido, sublinhou que o PSD e o CDS, somados, terão “mais votos e maior percentagem” em 2024 “do que tiveram separados em 2019”.
Melo também apontou a mira à Esquerda e ao Chega: “Manifestamente, os populismos e os extremismos vão ficar muito abaixo das expectativas, o que significa que ser muleta do PS em Portugal não compensa”, atirou.
O deputado da IL, Bernardo Blanco, considerou que as eleições deste domingo refletiram “uma derrota dos extremismos”, pela queda do BE e do PCP, “partidos antieuropeístas”, mas sobretudo pela “queda muito significativa do Chega”.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, promete "construir um bastião contra os extremos" no novo Parlamento Europeu. A afirmação segue-se à divulgação de resultados oficiais em países como a França, onde a extrema-direita conseguiu uma votação histórica e levou o presidente francês a convocar eleições antecipadas.
A candidatura da AD ainda não reagiu às primeiras projeções eleitorais. Inicialmente, tinha sido comunicado aos jornalistas que a reação surgiria por volta das 20.10 horas. No entanto, 40 minutos depois, ainda nenhum responsável desceu à cave do hotel para falar aos jornalistas. A situação de indefinição resultante da proximidade face ao PS estará a atrasar as declarações da coligação.
A taxa de participação estimada, sem Itália, nas eleições europeias é de 51%. Nas últimas eleições, tinha sido de 50,7%.
Eram 20.16 horas quando saiu do automóvel e falou aos jornalistas, destacando que "há uma notícia muito positiva, que é a entrada do Chega no Parlamento Euopeu". Aproveitou também para deixar um "recado aos partidos mais à esquerda: esquerda, aludindo ao facto de alguns estarem ainda na dúvida se vão ou não eleger deputados: "Não somos o PCP ou o Bloco de Esquerda".
Confrontado com as primeiras projecções, o líder do Chega reconheceu que "este não era o resultado desejado". "A nossa expectativa era ganhar as eleições, mas vamos fazer uma avaliação destes resultados ao longo da noite e depois voltamos a falar", referiu.
André Ventura sublinhou ainda que "os eleitores tomaram a sua decisão" e deixou claro que "respeita" esta decisão. "Respeito como sempre respeitei toda a minha vida política".
Sobre a possibilidade de a evolução da contagem confirmar um resultado pouco expressivo para o Chega, Ventura disse que "as noites eleitorais não são sempre feitas de vitórias", mas sublinhou que a escolha de António Tânger Correia para cabeça de lista foi acertada., "Foi uma ótima escolha, o responsável por este resultado sou eu", repetiu.
Acompanhado por Tânger Correia, André Ventura deslocou-se depois para uma zona resesrvada do hotel onde vai acompanhador a evolução dos resultados europeias
O deputado do Livre, Rui Tavares, assumiu que a diminuição da abstenção nestas eleições foi “muito importante”, sobretudo “numa altura em que há uma guerra nosso Continente e uma guerra na nossa vizinhança”, considerou, notando que “é importante que os Europeus saibam decidir sobre os seus destinos”.
Rui Tavares disse que a “Esquerda Verde Europeia é capaz de ganhar eleições em estados membros da União”, enfatizando os resultados da família europeia do Livre nos Países Baixos, Dinamarca e Polónia. Aos jornalistas, o deputado preferiu não comentar a possibilidade da eleição do primeiro eurodeputado do Livre.
A afluência dos eleitores às urnas em território nacional foi de 36,48%, segundo dados finais após o encerramento das assembeias de voto, às 19 horas.
Recorde-se que pouco depois das 16 horas tinham votado 28% dos eleitores, superando a afluência total registada em 2019.
O líder do PS, Pedro Nuno Santos, disse este domingo que haverá sempre "uma leitura nacional" das europeias, mas recusou tirar ilações quanto a consequências internas no partido, desde logo na sua liderança.
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, afirmou este domingo que haverá sempre "uma leitura nacional" dos resultados das europeias, mas recusou tirar ilações quanto a consequências internas no partido, desde logo na sua liderança. Ao Governo, acusou de ter feito "campanha intensa o mês inteiro".
Questionado sobre se consequências internas no caso de o PS perder, respondeu que "não se podem tirar essas ilações". "Foi o governo da AD que esteve um mês inteiro em campanha intensa, com presença forte do senhor primeiro-ministro, com anúncios de dois em dois dias. Vamos esperar", afirmou ainda Pedro Nuno Santos.
Um pico de afluência que coincidiu com uma atualização de segurança levou, no final da manhã, a um abrandamento do sistema que permite o voto em mobilidade nas eleições europeias, que decorrem com normalidade, explicou fonte oficial.
"Confirmamos que cerca das 11.30 horas ocorreu uma situação de atualização de segurança do sistema, pré-agendada, que tendo coincidido com um dos 'picos de afluência' de eleitores às urnas, provocou, durante algum tempo, um abrandamento na operacionalidade do sistema", adiantou a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).
Em comunicado, a SGMAI salientou ainda que, "tendo o sistema rapidamente recuperado, tudo foi reconduzido à plena normalidade" nas eleições que estão a decorrer para a escolha dos 21 deputados portugueses ao Parlamento Europeu, verificando-se um número de votantes superior à eleição de há cinco anos.
Pedro Nuno Santos acabou de entrar no Altis onde o PS vai acompanhar os resultados. O líder disse esperar "com tranquilidade" os resultados. A mesma tranquilidade com que diz ter aguardado pelos resultados das legislativas em março, que deram vitória sem maioria a Montenegro. "E vamos ver se há alguma diferença ou não face a março". "Foi o governo da AD que esteve em campanha intensa o mês inteiro", criticou a propósito, afirmando também que "estas eleições são importantes" e "obviamente dar-se-á uma leitura nacional".
Partido Socialista e Aliança Democrática devem conseguir eleger sete deputados cada, segundo a estimativa do Parlamento Europeu, com base em sondagens públicas. O Chega consegue eleger dois deputados para o grupo ID, da extrema-direita europeia, a Iniciativa Liberal elege dois deputados e o grupo da Esquerda recebe dois eurodeputados portugueses, que corresponderão aos cabeças de lista do Bloco de Esquerda e da CDU. O Livre deve eleger um deputado, que integrará o grupo dos Verdes.
Neste momento, só a Itália continua a votar, obrigando o resto da Europa a aguardar até às 22 horas (hora portuguesa) para poder conhecer contagens reais de votos e não apenas projeções.
"Era o que faltava. Não existe nenhuma obrigação para o PS ganhar estas eleições. Mas tenho esperança de que ganhe", comentou Francisco Assis, considerando, tal como Pedro Nuno, não haver motivo para consequências internas se a candidatura de Temido perder agora. Os que acharam que a vitória de António José Seguro há dez anos foi “poucochinho” não “farão essa consideração esta noite”, atirou ainda.
O deputado da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, considerou que as primeiras projeções antecipam “uma bela noite” para o partido, vincando que o “resultado deve-se à qualidade de João Cotrim Figueiredo”. “É um cabeça de lista muito melhor do que qualquer outro partido. Tinha uma adesão [durante a campanha eleitoral] muito popular muito diferente de todos os outros”, disse à RTP.
Questionado sobre se estes números podem abrir uma disputada na liderança dos liberais, Guimarães Pinto afastou esse cenário e realçou que o "resultado é ótimo, por isso só pode ser bom para a liderança do partido".
O presidente francês, Emmanuel Macron, dissolveu o Parlamento e convocou eleições antecipadas para o dia 30 de junho, em consequência dos resultados das europeias.
A União Nacional (Rassemblement National, RN na sigla francesa), de Marine le Pen, venceu este domingo as europeias em França com 31,5% dos votos, resultados anunciados hoje pelo Parlamento Europeu (PE).
Em segundo lugar, depois da RN (extrema-direita), ficou a coligação encabeçada pelo partido do presidente Emmanuel Macron, Renascença, com 15,2% e pela dos socialistas (14%), segundo as primeiras estimativa do PE.
No palco do Parlamento Europeu, surge, pela primeira vez, uma previsão da possível composição do hemiciclo, ainda com estimativas e sondagens pré-eleitorais. Ainda está longe de uma composição final e definitiva. Segundo o parlamento, Partido Popular Europeu ganha estas eleições, mantendo-se uma maioria da coligação que atualmente apoia Ursula von der Leyen, apesar de nem todos os partidos a apoiarem.
O Partido Popular Europeu passa de 173 deputados para 181. Os Socialistas descem de 140 para 135 e o ID, extrema-direita, desce de 68 para 62. Os liberais do Renovar Europa perdem 20 deputados, de 102 para 82. Esta projeção prevê que a Esquerda e os Verdes vão perder representação.
Há partidos que ainda estão indicados nesta estimativa como "Outros", por ainda não terem indicado oficialmente em que família política se inserem.
O líder parlamentar do BE considerou que “as mentiras da extrema-direita são os grandes derrotados desta noite eleitoral”. Fabian Figueiredo manifestou-se convicto de que Catarina Martins vai conseguir ser eleita e que vai “marcar a diferença no Parlamento Europeu”.
A União Nacional (Rassemblement National, RN na sigla francesa), de Marine le Pen, venceu as europeias em França com 31,5% dos votos, segundo os primeiros resultados anunciados hoje pelo Parlamento Europeu (PE).
As primeiras projeções foram recebidas com silêncio total na sede de campanha da AD, onde já se encontram alguns apoiantes. As pessoas continuam na expectativa – algumas sentadas, outras em frente aos vários ecrãs espalhados pela sala.
RTP
PS - 28/34 (6 a 8 mandatos)
AD - 28/33 (6 a 8 mandatos)
IL - 8/12 (2 a 3 mandatos)
Chega - 8/12 (2 a 3 mandatos)
BE - 3/5 ( 0 a 1 mandato)
Livre - 3/5 (0 a 1 mandato)
CDU - 3/5 (a 1 mandato)
PAN - 1/2
ADN - 1/2
CNN
PS - 27.7/33.7 (6 a 8 mandatos)
AD - 26/32 (6 a 8 mandatos)
IL - 8,3/12,3 (1 a 3 mandatos)
Chega - 6,6/12,6 (1 a 3 mandatos)
BE - 3/7 ( 0 a 1 mandato)
Livre - 2,5/6,5 (0 a 1 mandato)
CDU - 2/6 (a 1 mandato)
PAN - 0,7/2,7
ADN - 1/2
SIC
PS - 29,2/33,6 (7 a 8 mandatos)
AD - 28,4/32,8 (7 a 8 mandatos)
IL - 8,1 /11,5 (2 a 3 mandatos)
Chega - 7,5/10,9 (2 a 3 mandatos)
BE - 2,8/5,8 ( 0 a 1 mandato)
Livre - 2,9/5,9 (0 a 1 mandato)
CDU - 2,8/5,8 (a 1 mandato)
PAN - 0,4/2
Tendo em conta a possibilidade do voto em mobilidade, as empresas de sondagens alertam para a possibilidade de haver flutuações nos estudos em freguesias-tipo realizados durante este domingo.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, chegou há minutos à sede de campanha da AD, acompanhado da mulher. Enalteceu o facto de a abstenção ter descido face às últimas europeias mas evitou fazer comentários políticos, preferindo guardá-los para mais tarde. Questionado sobre se se demite caso a AD perca as eleições, respondeu que essa pergunta é “para rir”.
"A expectativa é que seja uma noite boa" e "vamos aguardar com toda a serenidade", disse a cabeça de lista do PS à chegada ao Hotel Altis, em Lisboa. "Nunca arrisco, gosto de coisas muito seguras", respondeu ainda, quando questionada sobre se arriscava fazer previsões, mas garantiu que fez o que podia nesta corrida às europeias.
"Fizemos o que podíamos, fizemos uma campanha da qual nos orgulhamos e confiamos nas pessoas", declarou na porta do hotel onde o PS terá a sua noite eleitoral. Garantiu que não tem ainda nenhum discurso preparado, seja de vitória ou derrota.
Quanto a possíveis consequências internas no PS, particularmente ao nível da liderança, disse que naturalmente será feita uma reflexão, mas "é somente isso". Instada sobre a posição da CNE quanto às suas declarações na mesa de voto virem a ser consideradas propaganda, respondeu que "foi tudo feito como devia ser feito".
O Partido Socialista espanhol, do primeiro-ministro Pedro Sánchez, perdeu as eleições europeias para o Partido Popular, segundo as projeções do Parlamento Europeu. O Vox, com 10%, ficou em terceiro lugar.
ESPANHA:
Partido Popular: 32,4% (22 deputados)
Partido Socialista Español 30,2% (20 deputados)
Vox: 10,4% (7 deputados)
SUMAR: 6,3% (4 deputados)
Podemos: 4,4% (2 deputados)
Ahora Repúblicas: 4,3% (2 deputados)
Se Acabó la Fiesta: 3,9% (2 deputados)
Junts UE: 2,1% (1 deputado)
CEUS: 1,6% (1 deputado)
O BE admitiu que “as inovações nos procedimentos de votação”, que permitiram aos eleitores votarem em qualquer ponto do país, “terão contribuído para a diminuição da abstenção”. Para o eurodeputado bloquista José Gusmão, o aumento da participação eleitoral “significa que os portugueses compreenderam a importância destas europeias”.
A líder da União Nacional de França, Marine le Pen, venceu as eleições de forma destacada (31,5% e 30 deputados), com a coligação que integra o partido do atual presidente, Emmanuel Macron, a ficar-se pelos 15,2%, de acordo com as projeções do Parlamento Europeu. Jordan Bardella, cabeça de lista da União Nacional, pede a realização de eleições legislativas e declara: "Macron é um presidente enfraquecido".
FRANÇA
Rassemblement national: 31,5% (30 deputados)
Besoin d'Europe: 15,2% (14 deputados)
Réveiller l'Europe: 14% (13 deputados)
La France Insoumise: 8,7% (8 deputados)
Les Républicains: 7,2% (6 deputados)
La France fière: 5,5% (5 deputados)
Les Écologistes: 5,2% (5 deputados)
A Iniciativa Liberal aproveitou uma análise à participação eleitoral para reafirmar que o objetivo do partido é ter um eleito. “Estamos confiantes num bom resultado. O objetivo é ter um eurodeputado. Esperamos ter mais do que isso. Acima disso será um bom resultado”, assumiu o deputado Bernardo Blanco, defendendo que o voto em mobilidade deste domingo deveria ser usado “em todos os atos eleitorais”.
O cabeça de lista da AD, Sebastião Bugalho, chegou à sede de campanha cerca de 20 minutos antes de Luís Montenegro. À entrada, garantiu que não está nervoso, mostrando “satisfação” pela descida da abstenção.
O candidato revelou que ainda não preparou qualquer reação aos resultados: “Ainda não escrevi nenhum discurso. Posso dizer-lhe que estou sorridente e que vou continuar sorridente”, referiu.
Às 19 horas, hora de encerramento das urnas de voto em Portugal continental, a afluência registada foi de 36,44%.
Baixa afluência, a rondar 30%, principalmente sentida durante o período da manhã, poucos jovens a votar e alteração da dinâmica interna das mesas de votos devido ao voto em mobilidade, foi o cenário traçado, este domingo, a cerca de hora e meia do encerramento das urnas, pelo presidente de uma das cinco mesas da Assembleia de Voto instalada na Escola Secundária de Monserrate, na União de Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior, Monserrate e Meadela), José Escaleira.
“O que se nota é que, como o voto é em mobilidade as mesas da entrada captam mais pessoas do que as que estão no interior do edifício. As pessoas chegam à primeira mesa e votam, o que dá uma discrepância muito grande [de votos] entre as várias mesas”, notou José Escaleira, referindo que enquanto “as mesas do interior têm em média 250 votantes, as do exterior, de acesso mais fácil, têm à volta dos 500”.
Quanto à afluência, indicou que “anda à volta dos 28 a 30%”. “Em relação às eleições Legislativas é uma diferença muito grande. Esta abstenção notou-se logo no período da manhã. [a votação] Só começou a sério depois das 10.45 horas. Até aí a afluência foi mesmo muito baixa”, comentou, acrescentando que “também se notou pouca juventude a votar”.
A cabeça de lista do BE chegou à sede da candidatura, pelas 18.55 horas, "animada" com o resultado eleitoral que conta vir a ter nestas europeias. Questionada pelos jornalistas se estava animada, Catarina Martins respondeu apenas: "Claro!". E escusou-se a fazer mais comentários.
As primeiras projeções do Parlamento Europeu já foram divulgadas e destaca-se a vitória da extrema-direita na Áustria, com os partidos da família política do Partido Popular Europeu a vencerem na Grécia e no Chipre. Nos Países Baixos, a coligação entre Verdes e Trabalhistas conseguiu, por pouco, derrotar a extrema-direita. Veja as projeções já divulgadas.
ÁUSTRIA
FPÖ : 27% (6 deputados)
ÖVP: 23,5% (5 deputados)
SPÖ: 23% (5 deputados)
Grüne: 10,5% (2 deputados)
NEOS: 10,5% (2 deputados)
CHIPRE
Aliança Democrática: 23,80% (2 deputados)
Partido Progressista do Povo Trabalhador: 23,1% (1 deputado)
Fidias Panayiotou: 14,7% (1 deputado)
Partido Democrata: 11,8% (1 deputado)
ELAM: 10,4% (1 deputado)
GRÉCIA
Nova Democracia: 30% (18 deputados)
Syriza: 16,7% (4 deputados)
PASOK 12,4% (3 deputados)
KKE: 9,1% (2 deputados)
Solução Grega: 8,8% (2 deputados)
Niki: 3,9% (1 deputado)
PE Caminho da Liberdade: 3,6% (1 deputado)
PAÍSES BAIXOS
GroenLinks–PvdA: 21,6% (8 deputados)
PVV Partido pela Liberdade: 17,7% (7 deputados)
VVD: 11,6% (4 deputados)
CDA: 9,7% (3 deputados)
Democratas 66: 8,1% (3 deputados)
BBB: 5,3% (2 deputados)
Volt: 4,9% (1 deputados)
PvdD Partido pelos Animais: 4,4% (1 deputado)
NSC: 3,8% (1 deputado)
SGP: 3,4% (1 deputado)
O secretário-geral do SPD alemão, Kevin Kühnert, reconheceu o resultado "muito amargo" nas eleições europeias. O principal partido do Governo do chanceler Olaf Scholz obteve apenas 14%, segundo as primeiras projeções divulgadas esta tarde pelo Parlamento Europeu, ficando em terceiro lugar, naquele que é o pior resultado de sempre daquele partido numas eleições.
Projeções do Parlamento Europeu para os resultados na Alemanha:CDU/CSU : 29,50% (29 deputados)
AfD : 16,50% (17 deputados)
SPD : 14% (14 deputados)
Die Grünen : 12% (12 deputados)
BSW: 5,5% (5 deputados)
FDP: 5% (5 deputados)
Die Linke: 2,8% (3 deputados)
Volt: 2,8% (3 deputados)
FW: 2,6% (3 deputados)
As três projeções do Parlamento Europeu para a Bulgária, Croácia e Malta dão vitórias aos partidos do centro. Na Bulgária e na Croácia venceram os partidos da família política do PPE, enquanto em Malta houve um empate entre os partidos do PPE e da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas, com ligeira vantagem dos socialistas. Destaque para a eleição de três deputados pró-Rússia na Bulgária (pelo partido Vazrazhdane) e para a vitória destacada do HDZ na Croácia, o partido do primeiro-ministro Andrej Plenkovic, que está coligado no Governo com a extrema-direita.
BULGÁRIA
GERB—SDS: 26,2% (5 deputados)
PP–DB - 15,7% (3 deputados)
Vazrazhdane - 15,4% (3 deputados)
DPS: 11,7% (3 deputados)
BSP: 9,7% (2 deputados)
ITN: 6,4% (1 deputado)
MALTA
Partido Trabalhista: 44,7% (3 deputados)
Partido Nacionalista: 42,5% (3 deputados)
CROÁCIA
HDZ: 33,7% (6 deputados)
Koalicija 'SDP': 27,8% (4 deputados)
DP: 8,7% (1 deputado)
Možemo!: 5,8% (1 deputado)
Com a divulgação das primeira sondagens de países como Alemanha e Áustria que davam conta de uma possível reconfiguração do panorama político europeu, um pequeno frenesim no hemiciclo transformado em sala de imprensa, agora já bastante composto.
Até às 17.30 horas, na Assembleia de Voto da Horta das Figueira votaram 3295 eleitores, enquanto na Assembleia de Voto da Malagueira tinham votado 3360 pessoas, num total de 6655 votantes.
De referir que nestas eleições podem votar os eleitores inscritos em Évora como de outros locais do país, em qualquer mesa de voto.
Segundo o secretário daquela Junta de Freguesia, Mário Monginho, “há eleitores que se dirigem para a mesa de voto, onde tradicionalmente costumam votar, visto que desconhecem que por exemplo na Arena de Évora, onde votam tradicionalmente os eleitores da Horta das Figueiras, existem 18 mesas onde podem votar”.
A Comissão Nacional de Eleições recebeu duas participações relativas às declarações de Marta Temido, cabeça de Lista do Partido Socialista às Europeias, junto à assembleia de voto.
A socialista disse que “quanto melhores os nossos resultados, melhor defendidos estarão os portugueses e os europeus". A CNE diz que as declarações “podem interferir no processo de formação de vontade dos eleitores”, entendendo que podem “inserir-se no âmbito da proibição de realização de propaganda no dia da eleição”.
O presidente da República elogiou o voto em mobilidade, considerando que contribuiu para aumentar a participação nestas eleições europeias e realçando que já superou a de 2019. "Chegou-me agora a notícia, provavelmente já ultrapassámos há mais tempo: batemos 2019. Estamos a melhorar em termos de qualidade da democracia em Portugal", congratulou-se em Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, durante as comemorações do Dia de Portugal, cerca das 16 horas.
Segundo o chefe de Estado, a possibilidade de votar em mobilidade, em qualquer ponto do país, "foi fundamental, ajudou e as pessoas reagiram", ao "descobrir que podem votar mesmo fora de casa e sem a mínima dificuldade".
A afluência às eleições europeias deste domingo ultrapassou a registada no sufrágio de 2019, quando faltavam pouco mais de duas horas para fecharem as urnas em Portugal continental, indicam os dados oficiais.
Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, 30,79% dos eleitores inscritos nas eleições para o Parlamento Europeu já tinham votado até às 16.50 horas, enquanto a participação total no sufrágio de 26 de maio de 2019 ficou pelos 30,73%.
Este aumento comparativo de afluência já tinha sido registado durante a manhã, uma vez que, até às 12 horas, exerceram o seu direito de voto 14,48% dos inscritos, uma percentagem superior aos 11,56% que foram às urnas no mesmo período em 2019.
Quanto à participação de eleitores comunitários não nacionais, os dados oficiais indicam que era de 15,34% às 16.50 horas, segundo a evolução da afluência disponibilizada online pela entidade responsável pela divulgação dos resultados oficiais.
Há cinco anos, Portugal viu a taxa de abstenção em eleições europeias atingir quase 70%, uma participação eleitoral que registou mínimos históricos desde as primeiras eleições para o Parlamento, em 1987.
Todos grupos políticos europeus foram convidados a estar presentes, esta noite, no Parlamento Europeu, para comentar os resultados eleitorais. Até ao momento, o ID, grupo de extrema-direita europeia, foi o único a não confirmar presença.
Esquerda Europeia: Marc Botenga
ID: não confirmado
ECR: Assita Kanko
Verts/ALE: Philippe Lamberts
Renovar a Europa: Iskra Mihaylova
S&D: Pedro Marques
PPE: Manfred Weber
Os candidatos à liderança europeia foram também convidados a participar no evento desta noite. Assim, estes são os nomes esperados no palco montado no hemiciclo:
PPE: Ursula von der Leyen
S&D: Nicolas Schmit
Renovar a Europa: não confirmado
Verts/ALE: Bas Eickhout
Esquerda Europeia: Walter Baier
A afluência dos eleitores às urnas em território nacional era de 27,89% às 16 horas, ultrapassando os 28% cinco minutos depois.
No concelho de Famalicão o ato eleitoral decorre sem incidentes e sem grandes filas.
Na escola primária de Requião a afluência tem sido feita de forma fluída, sem esperas e à medida que os eleitores cumprem o seu dever cívico vão comentando a importância das eleições europeias.
"As pessoas às vezes, parece não terem grande noção da importância da Europa", dizia um popular depois de ter exercido o seu direito de voto. "A Europa tem cada vez mais importância, mas no geral acho que as pessoas ainda não se aperceberam", apontava, notando que o voto em mobilidade é uma vantagem para todos. "Esteja onde estiver posso cumprir. Não preciso de alterar os meus planos pessoais ou profissionais", acrescentava.
A mesma facilidade era destacada por José Pedro enquanto enumerava as vantagens de qualquer cidadão poder votar em qualquer local. "Ninguém precisa de estar preocupado em não marcar férias ou fins de semana ou em deslocar-se do lugar onde trabalha para votar", referia, dizendo acreditar que o voto em mobilidade vai contribuir para diminuir a abstenção.
Entre as 11 e as 12 horas, o sinal de internet teve uma diminuição, que não bloqueou o sistema mas atrasou um pouco a fluidez do processo. O problema foi rapidamente solucionado e tudo está a funcionar normalmente.
Para além das línguas faladas no Parlamento, é preciso aprender o jargão destes corredores, de forma a não perder pitada do que se faz por aqui.
A organização do “camembert”, a distribuição de deputados pelas famílias políticas, vai definir qual dos “spitzenkandidaten”, os candidatos à liderança da comissão, conseguirá o cargo.
E quando o hemiciclo se reunir em Estrasburgo para tomar posse, os documentos que estão em Bruxelas serão colocados numa “cantine”, uma caixa que os serviços transportarão, e o protocolo terá um “déroulé”, com todos os passos das figuras políticas mais importantes.
Sandrina Batista, de 49 anos, natural de Castelo Branco, decidiu votar em Évora, visto estar a passar o fim-de-semana nesta cidade do Alentejo Central.
“Vim a Évora este fim-de-semana para ver uma sobrinha e aproveitei para votar, já que deixei passar o prazo para votar antecipadamente”, diz ao JN.
Questionada sobre o que acha desta nova forma de votar, considera-a “segura, demora é muito. Tive de estar numa fila grande”.
A mesma opinião é partilhada por José Ferreira, 56 anos e residente em Torres Vedras. “Estou a passar o fim-de-semana em Évora e aproveitei para votar”.
Sobre a desmaterialização dos cadernos eleitorais, defende que “já devia ter acontecido há muito tempo. Não sei se estamos preparados para isto”, referindo-se ao tempo de espera causado pelo pico de queda de rede, que fez com que alguns computadores falhassem temporariamente.
Já Ana Garcia, 37 anos, e natural de Évora, não sente que a desmaterialização dos cadernos eleitorais seja algo seguro. “Não considero este sistema seguro, prefiro o sistema antigo”, salientou.
Semelhante opinião tem Ana Galião, 45 anos, também ela originária de Évora. “Gosto mais do voto tradicional”.
Até às 14.30 horas, na Assembleia de Voto da Horta das Figueira votaram 2076 eleitores, enquanto na Assembleia de Voto da Malagueira tinha votado 2388, num total de 4464. De salientar que na União de Freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras estão inscritos cerca de 18 mil eleitores.
De acordo com o secretário daquela Junta de Freguesia, Mário Monginho, “há um decréscimo de votantes, comparativamente às últimas eleições legislativas".
Os lugares estão marcados. Há jornalistas a chegar, mas ainda há horas de espera até se saber alguma coisa das votações que ainda decorrem.
O dia começou, como sempre neste período eleitoral, com mais um briefing aos jornalistas. Lembrar, relembrar e trelembrar o essencial do processo eleitoral: quem está a votar, quando se vão conhecer as primeiras projeções e, mais tarde, as contagens.
Há uma cacofonia de funcionários parlamentares, jornalistas ao telefone, a escrever ou a entrar em direto em diversas línguas. Algumas que se conhecem reconhecer, mas outras nem tanto. Esperam-se mais de mil jornalistas de todo o mundo, desde os EUA, ao Japão, com passagem pela Ucrânia, por exemplo.
Vários eleitores abandonaram as mesas de voto da Assembleia da Horta das Figueiras, na Arena de Évora, devido à espera causada pelo pico de quebra de internet, que provocou problemas nos computadores utilizados para confirmar a existência desses mesmos eleitores nos cadernos eleitorais.
A líder do PAN a falava aos jornalistas depois de ter exercido o seu direito de voto, cerca das 12.30 horas, na Escola Básica 2,3 de Telheiras, em Lisboa.
"Há aqui um ato muito importante a tomarmos nos próximos cinco anos que vão ditar o futuro da Europa, mas também o futuro de Portugal e acima de tudo das causas que as pessoas querem ver representadas no Parlamento Europeu. Não deixem que os outros decidam por eles, é fundamental garantirmos e robustecermos a democracia", sublinhou.
Sousa Real recordou que a Europa e o mundo estão a "enfrentar desafios muito importantes, seja com a guerra, seja com a inflação, com o aumento do custo de vida", afirmando que não se pode "perder a batalha democrática".
A porta-voz do PAN apelou aos portugueses para participarem nas eleições europeias para que a abstenção não marque o ato eleitoral, dizendo que "o futuro da Europa é extremamente importante para o futuro de Portugal".
"Precisamos de garantir que as pessoas diretamente decidam sobre aquilo que lhes diz respeito. Sobre o aumento do custo de vida, à saúde, mas também às políticas ambientais (...). Estamos a falar de uma realidade que afeta o nosso dia-a-dia, por isso apelo a todos os portugueses que saiam hoje para votar. Hoje é um dia muito importante para a nossa democracia", salientou Inês de Sousa Real.
O presidente do Chega disse hoje esperar que a participação nestas eleições europeias supere a das últimas, em 2019, e apelou aos eleitores que exerçam o seu direito de voto, salientando que podem fazê-lo nem qualquer parte do país. "O que nós esperamos é que à noite haja pelo menos uma vitória, que é a vitória da democracia, sinal de que superámos o resultado de participação das últimas eleições europeias, isso era muito importante, e nos aproximámos, espero eu, da participação das legislativas, embora honestamente, face aos números que vamos tendo e à visibilidade que vamos tendo, me parece um pouco complicado que esta noite se traduza também numa participação igual à das legislativas", afirmou.
André Ventura falava aos jornalistas depois de votar numa escola no Parque das Nações, em Lisboa. O líder do Chega considerou positivo que os eleitores possam votar em qualquer parte do país e disse esperar que "isso se traduza em mais gente a votar hoje, mais gente a participar". "Acho que era importante termos uma alta participação hoje, porque o contexto político está instável também, e um sinal de vitalidade da democracia é o sinal do voto. São eleições europeias, é verdade, a eleição é para o Parlamento Europeu, mas não deixa de mostrar a vivacidade da nossa democracia", defendeu.
André Ventura afirmou que "era bom mostrar que o povo português não foi apenas pontualmente às urnas de forma massiva, mas continua a ir", salientando que se criou "uma nova cultura democrática em Portugal e hoje era um bom sinal para mostrar essa nova cultura democrática de participação, de vivacidade e de voto".
"A nossa arma é o voto, é o voto que leva à mudança. Quem ficar em casa depois, honestamente, não se pode queixar de que outros vençam ou de que o país continue próximo do que sempre foi. Portanto, o meu apelo hoje, até porque temos regras de limitação muito severas, como sabem, é votem. Independentemente dos partidos, independentemente das convicções, votem", apelou, falando especialmente para quem está de férias.
Uma comitiva de quase meia centena de açorianos, residentes nas Lajes, Ilha Terceira, está desde quinta-feira em Beja, onde acompanham a equipa da Juventude Desportiva Lajense, que participa no torneio de futebol Beja Cup, mas já exerceram o dever cívico de votar nas Europeias.
André Ventura disse que "correu tudo bem" quando votou e defendeu que "mesmo havendo algum contratempo, é importante [os eleitores] virem votar". "Não é por perderem mais cinco minutos, honestamente, ou 10 minutos, que podem deixar de fazer uma coisa tão importante para a democracia, que é escolher os nossos representantes. Eventualmente hoje, até porque estamos a fazer testes de um modelo novo, pode haver problemas em vários pontos do país, hoje pode haver constrangimentos em algumas zonas, mas vale a pena ir votar, onde quer que estejam", insistiu.
Questionado sobre os dados da afluência às urnas às 12 horas, de 14,48% mais elevada do que a registada em 2019, o presidente do Chega considerou que "é bom e mau, é bom sinal porque é superior ao das últimas europeias, é mau [porque] fica bastante abaixo das legislativas", mas afirmou que "é num número que apesar de tudo não é desanimador", sustentando que "a maior parte das pessoas vota durante a tarde".
André Ventura disse que ainda não esteve com o cabeça de lista hoje, mas que falou com António Tânger Corrêa por telefone, e indicou que passará a tarde com a família e irá à missa antes de seguir para o hotel onde o Chega se vai juntar para acompanhar a noite eleitoral. "Está muito animado, estamos motivados, estamos convictos que vamos ter um bom resultado", afirmou.
O Presidente da República considerou hoje que "é bom sinal" a afluência às urnas de 14,48% até às 12 horas nas eleições para o Parlamento Europeu e apelou à participação eleitoral.
Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas em Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, durante as comemorações do Dia de Portugal, sobre a afluência às urnas até às 12 horas, superior à das europeias de 2019, que à mesma hora era de 11,56%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
"Está a subir, é bom sinal. Eu quando vi pessoas a votarem às oito da manhã, oito e tal, eu estava acordado, e vi que vários dos candidatos votaram muito cedo, é bom sinal", comentou.
O chefe de Estado acrescentou: "Não chove em muito sítio, é aproveitar. Eu já votei".
O presidente do Governo da Madeira, o social-democrata Miguel Albuquerque, considerou hoje que a colocação do um candidato da região autónoma pela primeira vez num lugar não elegível é "um retrocesso" na posição "inteligente" do partido. "Não é um retrocesso na autonomia, é um retrocesso naquilo que era a posição inteligente e perspicaz do PSD durante muitos anos, fez sempre questão de ter os representantes das ultraperiféricas no Parlamento Europeu", disse o chefe do executivo madeirense aos jornalistas após ter exercido o seu direito de voto na escola da Ajuda, no Funchal.
A candidata do PSD/Madeira, Rubina Leal, figura em novo lugar da candidatura do partido nas Eleições Europeias que hoje decorrem.
Apesar desta situação, o também líder social-democrata insular, assegurou que a estrutura esteve empenhada na campanha eleitoral, "como sempre", salientando a importância dos madeirenses votarem "uma vez que a União Europeia tem sido, aliás como é constatável e verificável, muito importante para o desenvolvimento da região autónoma".
Miguel Albuquerque destacou ser necessário "iniciar já as diligências para a negociação do próximo quadro europeu", defendendo a importância de ser mantidas as especificidades das regiões autónomas e o princípio da coesão económica e social. "Ou seja, o Fundo de Coesão tem de continuar a assegurar a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento harmonioso entre todos os europeus", sublinhou.
O governante insular argumentou que "as regiões ultraperiféricas têm uma grande mais-valia para a União Europeia" na sua projeção geopolítica no Atlântico, Índico, Caraíbas e América do Sul, além de deterem 90% da biodiversidade da Europa e terem "quase seis milhões de habitantes que merecem ser consideradas e as especificidades serem salvaguardadas".
Albuquerque complementou que "isso até agora foi garantido através do Fundo de Coesão", sendo imprescindível "manter os valores" financeiros, tendo em conta especificidades destes territórios insulares. "E há um conjunto de fundos que têm de continuar a ser canalizados para estas regiões, uma vez que são regiões que não têm escala, estão na periferia da Europa e precisam de continuar a ter a solidariedade da União Europeia", enfatizou.
Pedro Nuno Santos lembrou que "não é um dia de campanha", encarando com "entusiasmo estes momentos eleitorais".
"Vamos esperar com muita serenidade e muito respeito pela vontade popular", sublinhou.
Questionado sobre se o longo tempo de espera na fila para votar, devido a alguns problemas informáticos, pode demover as pessoas do ato eleitoral, o secretário-geral do PS disse que "nem sempre corre tudo na perfeição" na primeira vez.
"Isso é normal. Nós temos de encarar isso com normalidade. Espero que ninguém desista de votar ou deixe de votar porque há qualquer atraso. Vinte minutos numa fila com pessoas com vontade de participar na democracia não custa assim tanto. A mim não me custou nada e por isso espero que as pessoas venham votar", frisou.
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, apelou hoje ao voto de todos os portugueses, sublinhando que este é o momento maior do exercício da liberdade de expressão e uma oportunidade para reforçar o projeto europeu.
"Este o momento maior do exercício de cidadania por parte dos cidadãos portugueses e nós devemos praticar e exercer este momento para expressar o nosso sentido crítico em relação ao que não concordamos e em relação ao que desejamos. Este é o momento maior da liberdade de expressão e, por isso, todos os portugueses devem vir, votar, participar, porque a democracia é isso", afirmou.
José Pedro Aguiar-Branco falava aos jornalistas pouco depois de ter votado, às 11.44 horas, na Universidade Católica, no Porto, onde, como é habitual, votou na secção 16, apesar de, neste ato eleitoral, o poder fazer em qualquer mesa de voto, o que considera "uma boa ferramenta" no combate à abstenção.
A segunda figura da hierarquia do Estado destacou ainda a importância deste ato eleitoral para o reforço do projeto europeu no contexto internacional e na defesa dos princípios da liberdade e democracia, defendendo que este é um papel que cabe a todos.
A Europa e União Europeia "é um instrumento que devemos reforçar no quadro internacional. O sentido dessa votação foi muito bem explicado por todos os que protagonizaram a campanha eleitoral e, nesse sentido, este é o momento em que nós devemos fazer o nosso exercício de opinião quer quanto às políticas que foram apresentadas, quer quanto aos protagonistas que vão depois no Parlamento Europeu representá-las", reforçou, salientando, que, neste quadro, devem ser evitadas leituras políticas nacionais.
Questionado se marcaria presença no quartel-general do PSD para assistir à noite eleitoral, o histórico social-democrata do Porto revelou que os resultados serão acompanhados "em família", mas não deixou de se mostrar solidário com a sua família política que, sublinhou, esses, sim são os protagonistas destas eleições.
Na Escola Básica do Casal da Serra, em Odivelas, ao final da manhã deste domingo de eleições europeias, já tinham votado cerca de 300 pessoas. Sem filas, ninguém esperou para votar e uma "pequena falha informática" não impediu ninguém de exercer o direito de voto.
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, apelou hoje à participação de todos os portugueses nas eleições europeias, dizendo que é "sempre um dia de festa" e é preciso votar para preservar a democracia.
"O dia das eleições é sempre um dia de festa da nossa democracia e nós devemos participar para preservar esta que foi a nossa grande conquista que é o direito a votar, a escolher quem nos representa", afirmou Pedro Nuno Santos, em declarações aos jornalistas após ter votado, pelas 12.15 horas, na Escola Básica de Telheiras, em Lisboa.
O secretário-geral do PS fez-se acompanhar pela família como já tinha acontecido nas legislativas de março.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou hoje que eleições para o Parlamento Europeu num fim de semana prolongado foi um desafio, mas admitiu que o voto antecipado e em mobilidade poderão contribuir para reduzir a abstenção.
"Do ponto de vista técnico, eu acho que foram criadas as condições que permitem que toda a gente que queira optar por votar, possa votar. Foi assim com o voto antecipado, no fim de semana passado, é assim com o voto em mobilidade", disse Paulo Raimundo, que exerceu o direito de voto cerca das 11:00, na Quinta da Fonte da Prata, concelho da Moita, no distrito de Setúbal.
"Nós tínhamos um desafio grande nestas eleições, que era, à partida, estarmos confrontados com um fim de semana prolongado, com tudo o que isso implica. E em alguns casos, na Área Metropolitano de Lisboa em particular, com a coincidência com o Santo António, tudo isto criava um ambiente exigente. Mas penso que as condições foram criadas para permitir que a taxa de abstenção não seja tão elevada [como nas eleições para o Parlamento Europeu de 2019]", acrescentou o líder comunista.
Paulo Raimundo disse ainda que há "razões mais profundas" que levam algumas pessoas a não exercerem o direito de voto, mas considerou que hoje "não é o momento para desenvolver sobre essa matéria".
A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, defendeu hoje que as eleições europeias não são um sufrágio "menos importante" e realçou que "todos os votos contam" independentemente do local onde se exerce este direito, apelando à participação.
"Em Bruxelas, em Estrasburgo, decidem-se questões essenciais do nosso futuro. Não é uma eleição menos importante", considerou Mariana Mortágua, em declarações aos jornalistas depois de ter votado para as eleições europeias na Escola Básica N.º1, na freguesia de Arroios, distrito de Lisboa.
A bloquista confessou que a abstenção - que na últimas europeias rondou os 70% - a preocupa sempre e que no caso destas eleições, "há uma tendência para as pessoas se afastarem um pouco do voto porque não percebem exatamente para que é que ele serve".
Mortágua sublinhou que estão em causa "questões que nos dividem sobre a guerra, sobre a paz, questões ambientais, igualdade, justiça", deixando reiterados apelos à participação eleitoral, que hoje pode ser feita em qualquer mesa de voto do país, devido à existência de cadernos eleitorais digitais.
Além de poder votar em qualquer local do país, nas eleições europeias os cidadãos votam num círculo único (ao contrário das eleições legislativas, em que cada voto é contabilizado para um círculo eleitoral correspondente a um distrito).
A coordenadora bloquista aproveitou este facto para voltar a apelar à participação, realçando que neste sufrágio não existem os normalmente chamados "votos desperdiçados" e que "todos os votos contam para eleger a mesma lista de eurodeputados do mesmo partido".
Mariana Mortágua elogiou o regime excecional de voto que está hoje a ser aplicado no país e foi questionada sobre se este modelo pode vir a ser replicado noutras eleições.
"Temos sempre dois valores em causa: votos tão facilitados quanto possível, mas tão seguros quanto possível. Sempre que possível, acho que se deve facilitar o voto e esta é uma das formas de o fazer. Se for possível, com segurança, aplicá-lo a outras eleições, acho que sim, é uma forma de trazer mais pessoas a votar", respondeu.
A dirigente mostrou-se confiante de que "a campanha foi clarificadora" e insistiu que no Parlamento Europeu se decidem "questões essenciais do dia-a-dia".
"Este é o meu apelo hoje: que as pessoas vão votar porque no Parlamento Europeu se decidem coisas importantes sobre o futuro e é importante que estejam no Parlamento Europeu eurodeputados e eurodeputadas que os representam", sublinhou.
Questionada sobre se já falou hoje com a cabeça de lista do BE às eleições europeias, Catarina Martins, Mortágua respondeu que ainda não mas que o fará mais tarde, acrescentando que vai passar o domingo a almoçar com a família antes de ir até ao Fórum Lisboa, local escolhido para a noite eleitoral bloquista.
"O dia de voto é um dia de alegria, é um dia de festa. Eu tenho sempre muita esperança e muita convicção no dia da votação, é um dia pelo qual espero e que vivo com alegria", acrescentou.
O porta-voz do Livre, Rui Tavares, defendeu hoje a importância destas eleições europeias, sublinhando que esta é uma oportunidade única para os eleitores europeus num continente que está a chegar a "um ponto de encruzilhada". "Está a chegar aquele ponto de encruzilhada em que os destinos da Europa se decidem. E por isso são eleições importantes, em que temos uma oportunidade única no mundo, que em mais nenhum outro continente existe e que devemos exercê-la", afirmou aos jornalistas depois de ter votado na Escola Básica e Secundária Gil Vicente, em Lisboa.
Rui Tavares, sobre as suas expectativas para os níveis de abstenção, afirmou que "quanto mais importantes são as eleições, mais responsabilidade, mais dever temos de votar". "Não há maneira de dizer que estas eleições são mais importantes para a Europa do que pensarmos que ainda há pouco tempo tivemos uma pandemia, o papel da Europa foi tão importante, e antes disso tivemos uma crise financeira e temos agora uma guerra no nosso continente (...) e isso é que nos deve levar a votar", frisou o líder do Livre.
Tavares sublinhou ainda que a facilitação do voto prevista pela desmaterialização dos cadernos eleitorais deve servir "para diminuir os pretextos para não votar", mas que a "responsabilidade moral" para o fazer prende-se com "não deixar os destinos deste continente nas mãos de outras pessoas que não sejamos nós".
O líder do Livre absteve-se de fazer previsões sobre os resultados do seu partido, limitando-se a realçar a vontade de "contribuir para o debate sobre o destino da Europa a nível nacional e a nível do Parlamento Europeu". "É um partido que se está a afirmar e eu não digo mais porque acho que este é o momento ainda das pessoas votarem", acrescentou.
Questionado sobre a possibilidade destas eleições terem como resultado a ascensão de partidos de extrema-direita, Rui Tavares lembrou que nos "Países Baixos o que aconteceu foi precisamente o contrário" com "uma lista de esquerda verde europeia" a derrotar a extrema-direita.
O líder do Livre lamentou ainda que o debate sobre a Europa, em Portugal, não seja "levado mais a sério por toda a elite política, institucional e jornalística" e recordou que, nestas eleições, ao contrário do que "muitas vezes se fala", não "vamos mandar deputados para a Europa", porque a "Europa é aqui, nós estamos na Europa".
"Não são deputados e deputadas que vão para um qualquer sítio estranho. Está-se na Europa aqui, em Caminha, em Cambedo da Raia, em Vila Real de Santo António, em Barrancos, está-se sempre na Europa, frisou.
A afluência às urnas nas eleições de hoje para o Parlamento Europeu foi de 14,48% até às 12 horas, mais elevada do que a registada em 2019, indicam os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Nas eleições europeias de 26 de maio de 2019, quatro horas depois da abertura das mesas de voto, a afluência dos eleitores era de 11,56%.
Os dados disponibilizados online pela entidade responsável pela divulgação dos resultados oficiais indicam ainda que, em relação aos eleitores comunitários não nacionais, a afluência está a ser mais reduzida, com 7,97% até às 12 horas, quando foi de 8,9% em 2019.
Pela primeira vez é possível votar em mobilidade, ou seja, sem ser na mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento de identificação oficial com fotografia atualizada junto de qualquer assembleia de voto.
Em 2019, nas anteriores eleições europeias, Portugal registou a pior taxa de abstenção (68,6%) desde que pertence à União Europeia, em contraciclo com a participação na Europa - cerca de 50%.
Mais de 10,8 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para escolher 21 dos 720 eurodeputados do Parlamento Europeu.
A estas eleições, para as quais se inscreveram para votar antecipadamente no passado domingo mais de 252.000 eleitores, concorrem em Portugal 17 partidos e coligações.
António Tânger Corrêa, cabeça de lista do Chega às europeias, votou este domingo na Escola Básica de Mucifal, em Sintra.
O cabeça de lista do Chega às europeias previu que a participação nestas eleições "será menor do que nas legislativas" e considerou que a campanha foi pouco esclarecedora, pedindo que o seu formato seja alterado.
Em declarações aos jornalistas após ter votado na Escola Básica de Mucifal, no concelho de Sintra, Tânger Corrêa disse ter "as melhores expectativas" para estas eleições, esperando que os portugueses "tenham reagido bem à mensagem" do Chega. "Penso que a participação será menor do que nas legislativas, o que é uma pena, porque acho que os portugueses deviam dar mais importância às europeias, pela importância que a Europa tem para Portugal", disse.
O cabeça de lista do Chega referiu que é importante que os portugueses se desloquem hoje às urnas "porque 80% da legislação nacional vem de Bruxelas" e o seu futuro "passa muito por Bruxelas".
O candidato referiu que o sistema voto em mobilidade, com a desmaterialização dos cadernos eleitorais, está a "funcionar muito bem", o que considerou "muito positivo" porque "dá muito maior liberdade às pessoas", que podem votar em qualquer ponto do território nacional. "Perguntei à presidente da mesa se as coisas estavam a correr bem, e ela disse-me que estava a correr tudo muito bem, que o sistema estava a funcionar em pleno, e eu acho isto um excelente passo em frente na nossa democracia e na maneira como votamos", disse.
Já questionado se considera que a campanha eleitoral foi esclarecedora para os portugueses, Tânger Corrêa respondeu: "Podia ter sido mais esclarecedora, por parte de toda a gente". "Acho que o formato das campanhas hoje em dia é um formato que, na minha opinião, está um bocado gasto, ultrapassado e nós temos de, em conjunto - porque isto não é só para um partido ou para outro - temos de analisar bem esta vertente e tentar arranjar umas campanhas que sejam mais próximas das pessoas e que as pessoas sejam mais bem informadas", disse.
Francisco Paupério, cabeça de lista do Livre às europeias, votou este domingo na Junta de Freguesia de Alcântara, em Lisboa.
O cabeça de lista do Livre elogiou o voto em mobilidade, que lhe permitiu votar em Lisboa, e disse esperar que essa possibilidade se reflita nos níveis de participação eleitoral.
Francisco Paupério, que habitualmente vota em Leça da Palmeira, votou hoje cerca das 9.45 horas em Lisboa, um processo rápido que demorou menos de dois minutos.
"Correu tudo muito bem. Significa que este tipo de voto pode resultar e vamos ver o que acontece hoje em termos de abstenção, mas tenho a crer que vamos melhorar face aos níveis de 2019", disse à saída, em declarações aos jornalistas.
O "número um" do Livre acrescentou ainda que considera que a campanha foi esclarecedora e apelou a que toda a gente fosse votar, "porque é assim que se faz a democracia". "As mensagens foram todas passadas durante a campanha, agora cabe às pessoas virem votar e fazerem sentir a sua voz. É isso que o dia de hoje reflete, não só a nível nacional, mas também a nível europeu", sublinhou.
Um pico de queda de rede provocou atrasos nas votações na Arena de Évora. A afluência de eleitores sem escoamento para as 18 mesas de voto causou um aumento das filas, tendo algumas pessoas ido embora por estarem fartas de esperar.
Cada mesa tem dois computadores e a votação não pode acontecer sem que estejam ambos a funcionar. O sistema informático já voltou ao normal e os eleitores já estão a ser encaminhados para as mesas.
Na Escola Aurélia de Sousa, no Porto, a afluência de eleitores é grande, com a formação de várias filas para votar. As funcionárias estão a tentar distribuir os eleitores pelas mesas de voto.
Em dia de eleições europeias, foi montada uma mesa de voto fictícia para protestar contra o “fedor” do aterro sanitário em Paradela, freguesia de Barcelos, que afeta também freguesias da Póvoa de Varzim.
O cabeça de lista do PAN às eleições europeias salientou o facto de se poder votar em qualquer ponto do país. "Esperemos que hoje os portugueses se mobilizem para ir votar, nestas eleições tão importantes. Grande parte do que é decidido em Portugal começa a ser decidido na Europa, por isso, é importante mobilizarem-se", afirmou Pedro Fidalgo Marques aos jornalistas.
O "número um" da lista do PAN salientou a facilidade com que foi possível exercer o direito de voto, pela primeira vez com listas desmaterializadas: "o processo foi extremamente fluído na mesa onde estive". "Foi extremamente rápido, se calhar até foi mais rápido do que o processo normal com os cadernos, em que tínhamos 50 páginas para procurar, mesmo até com o exemplo do voto em mobilidade. Com a Mónica [Freitas, deputada regional madeirense do PAN], também foi extremamente rápido, apesar de ela estar recenseada na Região Autónoma da Madeira", disse, acompanhado pela parlamentar da Madeira, que também votou em Oeiras.
Felicitando "toda a organização, por parte das autarquias, do Ministério da Administração Interna", Pedro Fidalgo Marques insistiu que "todos os votos contam" e que hoje os eleitores têm a vantagem de poder "votar em qualquer sítio".
O candidato do PAN chegou pelas 9.47 horas e esperou escassos momentos para poder votar, numa escola básica praticamente deserta.
Pedro Fidalgo Marques acredita, contudo, que a abstenção será menor do que em eleições europeias passadas, considerando que "houve uma maior campanha, mais informação em termos do que é a importância da Europa e as matérias da Europa". "Por isso, estamos confiantes que a abstenção irá reduzir e que teremos muito mais pessoas a votar este ano", declarou.
Um “problema informático” levou as mesas de voto a abrir com 30 minutos de atraso. Resolvida a situação, votar era, este domingo de manhã, “simples e muito rápido” em Vila do Conde. Quem está longe de casa, elogia o sistema que “facilita e muito a vida às pessoas”.
Sebastião Bugalho, cabeça-de-lista da Aliança Democrática (AD) às europeias, votou este domingo na Escola Agostinho dos Santos (Marvila), em Lisboa.
Catarina Martins, cabeça-de lista do Bloco de Esquerda (BE) às europeias, votou este domingo na Escola Básica 2/3 Eugénio de Andrade, no Porto.
O cabeça de lista da AD manifestou-se confiante nas eleições e alertou para a importância do combate à abstenção, enaltecendo este modelo de votação que permite aos portugueses votarem onde quer que estejam.
Sebastião Bugalho falava aos jornalistas pouco depois de ter depositado o seu voto, às 10.14 horas. "O modelo permite que todos os portugueses votem em qualquer parte do país em que estejam, portanto é um modelo positivo, é um modelo que permite aos democratas participarem na democracia, e o povo português é um povo profundamente democrata, é um povo europeu e é um povo pacífico, daí a importância destas eleições, daí importância de combater a abstenção, daí a importância de permitir o voto de cada português e de se defender o voto de cada português", afirmou.
O candidato votou em mobilidade, razão por que escolheu aquela escola, situada numa comunidade com a qual afirma ter uma "ligação antiga". "É uma comunidade que me é próxima e por quem tenho um carinho muito especial", acrescentou, voltando a reiterar o seu desejo de que os "portugueses expressem a sua votação".
A cabeça de lista do BE pediu para que se "não abdique" do "poder e do direito" ao voto, salientando que é no Parlamento Europeu que se decide muito sobre a "vida concreta" dos cidadãos. "Não se esqueçam que é quem vai votar que escolhe, não abdiquem desse poder e desse direito que é também um dever cívico", afirmou Catarina Martins, em declarações aos jornalistas.
A também ex-coordenadora do BE deixou vários apelos ao voto, lembrando a importância das eleições europeias: "Faço este apelo, que as pessoas vão votar, que pensam em quem as representará melhor nos próximos cinco anos, em quem confiam, em que é que acreditam, as suas convicções e que vão votar porque no Parlamento Europeu decide-se mesmo muito sobre a nossa vida concreta de todos os dias".
Questionada sobre se estava preocupada com a abstenção, Catarina Martins voltou a apelar ao voto e a salientar a importância destas eleições: "sei que as eleições europeias têm tido menos participação que as outras eleições, mas o Parlamento Europeu está no centro de muitas das decisões que são tomadas, seja da guerra e da paz, seja do preço das coisas do supermercado, é mesmo a nossa vida que está em jogo".
Catarina Martins chamou ainda a atenção para a vantagem do voto em mobilidade, que está a ser praticado pela primeira vez no ato eleitoral de hoje. "Acho que é muito importante sabermos que todas as pessoas podem votar onde estiveram, é só informarem-se sobre onde há uma mesa de voto perto, o sistema está a funcionar muito bem".
E continuou: "Eu sei que há muita gente que pode estar deslocada, é fim de semana prolongado, outras até por razões de trabalho também estão deslocadas, consultem o portal do eleitor, vejam onde é a mesa de voto mais próxima e vão votar, pudesse votar em qualquer ponto do país".
João Oliveira, cabeça-de-lista da CDU às europeias, João Oliveira, votou este domingo na EB1 da Vila Nogueira de Azeitão, em Setúbal.
Pedro Fidalgo Marques, cabeça-de-lista do PAN às europeias, votou este domingo na Escola Básica Conde de Ferreira, em Oeiras.
O cabeça de lista da CDU às eleições europeias afirmou que o voto em mobilidade "poderá ajudar a diminuir a abstenção". "Espero que ninguém deixe de encontrar os cinco minutos, ou menos do que isso, que eu precisei para exercer o direito de voto. Espero que nestas eleições a abstenção seja mais reduzida, face às possibilidades que existem de exercer o direto de voto de forma mais fácil", afirmou João Oliveira.
Questionado sobre a possibilidade de se replicar o voto em mobilidade em eleições legislativas ou autárquicas, o candidato lembrou que as europeias são um círculo eleitoral único e reconheceu que "poderá não ser fácil" aplicar esse modelo em outros sufrágios nacionais. "Estas eleições, como são de círculo único, facilitam alguns dos procedimentos que são difíceis de replicar em eleições que têm círculos distritais, no caso das legislativas, ou mesmo ao nível das freguesias, nas autárquicas", afirmou João Oliveira.
O candidato reiterou, no entanto, que o voto em mobilidade, com a desmaterialização dos cadernos eleitorais, poderá ser importante para reduzir a taxa de abstenção relativamente a outras eleições que decorreram para o Parlamento Europeu.
Marta Temido, cabeça-de-lista do Partido Socialista (PS) às europeias, votou este domingo no Liceu Camões, em Lisboa.
A cabeça de lista do PS às europeias, Marta Temido, disse este domingo esperar que seja "um domingo de ampla participação" nas eleições que considera serem "as mais importantes", reiterando que os portugueses podem votar em "qualquer mesa de voto".
Marta Temido votou esta manhã na secção de voto 1 e não encontrou qualquer fila, colocando o seu boletim na urna às 9.40 horas e tendo depois cumprimentado todos os que estão a trabalhar nas restantes oito secções de voto que ficam dentro do pavilhão da escola.
"O que é esperado é que hoje seja um domingo de ampla participação, que todos e todas tenham a perceção de que esta é provavelmente uma das eleições europeias mais importantes das nossas vidas e que portanto saiam de casa e se dirijam a uma qualquer mesa de voto", disse aos jornalistas, já no exterior na escola.
Para Marta Temido "é importante continuar a insistir" que os portugueses "podem votar em qualquer mesa de voto hoje, bastando levar o cartão do cidadão".
Considerando "cedo ainda" para antecipar o que pode ser a participação, a cabeça de lista do PS sublinhou que esta primeira experiência deste modelo "está a funcionar muito bem" e "isso é um apelo a que as pessoas saiam e experimentem esta possibilidade".
João Cotrim Figueiredo, cabeça-de-lista da Iniciativa Liberal (IL) às europeias, votou este domingo na Escola Básica Marquesa de Alorna, em Lisboa.
As mesas de voto, para as segundas eleições em três meses, estarão abertas entre as 8 horas e as 19 horas em Portugal continental e na Madeira, enquanto nos Açores abrem e fecham uma hora mais tarde em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, estão inscritos nos cadernos eleitorais para as eleições de hoje um total de 10.819.317 cidadãos nacionais e 11.255 cidadãos estrangeiros, que perfazem um total de 10.830.572 de eleitores.
No estrangeiro estão inscritos cerca de 1.5 milhões de eleitores portugueses, dos quais pouco mais de 900 mil vão votar dentro da Europa e 643 mil estão inscritos fora do continente europeu.
Nestas eleições, devido à existência de cadernos eleitorais desmaterializados, os eleitores vão poder votar em qualquer parte do país, ou seja, sem terem de informar previamente ou fazer uma inscrição para irem votar fora da sua mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento oficial de identificação com fotografia atualizada.
Em Portugal, concorrem a estas eleições europeias, para as quais se inscreveram para votar antecipadamente no domingo passado mais de 252.000 eleitores, 17 partidos e coligações.
Em 2019, nas anteriores eleições europeias, Portugal registou a pior taxa de abstenção (68,6%) desde que pertence à União Europeia, em contraciclo com a participação na Europa - cerca de 50%.
Além das regionais nos Açores e na Madeira, estas são as segundas eleições de âmbito nacional em Portugal este ano, depois das legislativas antecipadas de 10 de março passado, convocadas na sequência da demissão do então primeiro-ministro, António Costa (PS), após ter sido tornado público que era alvo de um inquérito judicial.
Entre quinta-feira e hoje, cerca de 373 milhões de eleitores europeus nos 27 Estados-membros da União Europeia elegem os 720 novos membros do Parlamento Europeu.
O candidato da IL afirmou que é importantíssimo ir votar para baixar a taxa de abstenção e porque "um direito que não se exerce é um direito que esmorece".
"Hoje é importantíssimo votar quanto mais não seja para evitarmos as eternas discussões da abstenção ao fim da noite", disse Cotrim de Figueiredo aos jornalistas. O candidato a eurodeputado, que desde o arranque da campanha traçou a abstenção como o seu grande adversário, confessou que gostava muito que a abstenção baixasse substancialmente porque nesta eleição, e pela primeira vez, é possível votar em qualquer sítio, não havendo desculpas para não exercer o direito de voto.
"Eu estou a votar na minha assembleia de voto normal, na minha área de residência, mas comigo está o Miguel Rangel, que é o secretário-geral do partido, que tem residência no Porto e hoje votou aqui sem problema nenhum", exemplificou.
Dizendo que "um direito que não se exerce é um direito que esmorece", Cotrim de Figueiredo salientou que votar é sempre importante, mas nas europeias é "particularmente importante" porque é a eleição que tem sido "tipicamente menos participada" pelos portugueses. "Talvez porque os portugueses nunca tenham sentido a ligação daquilo que se passa em Portugal com aquilo que se passa na Europa", apontou.
A noite das eleições europeias será acompanhada no edifício do Parlamento Europeu, em Bruxelas, por cerca de mil jornalistas de todo o mundo, incluindo 21 portugueses, disse à Lusa fonte oficial.
Durante a noite eleitoral, o Parlamento será transformado numa "mega-redação", com 226 televisões acreditadas, 66 órgãos online, 33 rádios, 33 agências noticiosas e 33 jornais.
Os quatro países da União Europeia (UE) com maior presença no hemiciclo são a Alemanha, Itália, França e Espanha.
De países não-membros da UE, o Reino Unido enviou a maior delegação (17 jornalistas), enquanto o Japão e a Sérvia - candidato à adesão ao bloco comunitário - enviaram nove profissionais, cada.
Segundo fonte oficial, este ano a cobertura mediática subiu seis por cento em comparação com as eleições de 2019.
Há também mais televisões: foram reservadas 133 posições para diretos televisivos - mais 23 do que há cinco anos -, das quais 70 estarão no hemiciclo, 20 na passerele Karamanlis, 33 do bar Forum e 10 na Rua Wiertz.
A partir das 18.15 horas locais (menos uma hora em Lisboa), o Parlamento divulga as primeiras projeções de alguns países, mas os primeiros resultados só começam a ser conhecidos depois do encerramento das urnas em Itália, às 23 horas locais (22 horas em Lisboa).