Sintra

Alunos querem escolas mais verdes e sustentáveis

Proposta vencedora, da autoria dos alunos da Escola Ferreira de Castro, em Sintra Direitos Reservados

Espaços mais verdes e recurso a energias renováveis. É este o cenário que os mais novos projetam para as zonas envolventes das suas escolas e que ficou expresso em diversas apresentações no concurso “Ideias para um futuro sustentável”, do Programa Paisagem e Arquitetura Sustentáveis, que reuniu cerca de 400 alunos.

Lançado em novembro de 2023, o Programa Paisagem e Arquitetura Sustentáveis (PPAS) enquadra-se no âmbito da Política Nacional de Arquitetura e Paisagem (PNAP) e visa promover a educação para a sustentabilidade enquanto forma de capacitar as novas gerações para compreender e enfrentar os desafios ambientais atuais e futuros.

Os vencedores foram os alunos Levi Campos Lisboa, Maya Bueno Louzado, Dinis Curvacheiro dos Santos e Martim Nunes Bastos do 5.º ano da Escola Básica Ferreira de Castro, de Sintra. Desenharam um espaço mais sustentável, com muitos ecopontos, com painéis solares e ventoinhas eólicas nos terrenos e nos edifícios, a utilização de transportes públicos mais sustentáveis, maior distribuição de áreas de carregamento de carros elétricos e parques maiores, com muita vegetação.

"Pelo menos um parque infantil"

Já três alunos do 5. º da Escola Básica Irene Lisboa,  do Porto, contaram a sua experiência num dos cinco workshops oferecidos pelo PPAS, no qual os alunos foram visitar as ruas ao redor da escola, enquanto anotavam os diferentes tipos de arquitetura dos edifícios e escreviam aquilo que queriam mudar nos arredores e na escola.

Diogo Alves contou que ia desenhando os diferentes edifícios no seu caderno, registando os pormenores que lhe chamavam a sua atenção, como, por exemplo, a Igreja da Lapa, onde lhes foi perguntado “qual  o material de que ela era feita?" Descobriram que era granito.

Por sua vez, Catarina Pinheiro diz que queria que a escola “tivesse um recreio maior, com mais árvores e salas maiores” e que existisse “pelo menos um parque infantil”. 

Já Gabriel Brandão diz que gostaria que os edifícios junto à escola “fossem mais baixos”, e que se usassem cada vez mais as “energias renováveis”. 

O sucesso desta iniciativa pressupõe que deverá ser alargada para outros ciclos de estudos.

Redação