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Primeiro-ministro galês recusa demitir-se após perder moção de censura

Foto: Vaughan Gething / X

O primeiro-ministro do País de Gales, Vaughan Gething, recusou demitir-se após perder uma moção de censura hoje no parlamento autónomo galês (Senedd).

Estou aqui, orgulhoso de ser o primeiro-ministro do País de Gales, a servir e liderar o meu país. Foi isso que fiz hoje. É o que continuarei a fazer", afirmou aos jornalistas, após a votação, citado pela estação pública BBC.

A moção de censura, apresentada pelo Partido Conservador galês, na oposição, recebeu 29 votos a favor e 27 contra. 

Apesar de ocupar metade dos 60 assentos no Senedd, a oposição votou em bloco e dois parlamentares trabalhistas faltaram por razões de saúde. 

Os partidos Conservador, Plaid Cymru e Liberal Democrata pediram a demissão de Gething, bem como o ministro para o País de Gales britânico, David TC Davies. 

"O primeiro-ministro trabalhista Vaughan Gething perdeu o voto de desconfiança. A sua posição é agora insustentável e ele deve demitir-se imediatamente", escreveu Davies na rede social X. 

O resultado deixa o primeiro-ministro galês, no cargo há menos de três meses, desde março, fragilizado, mas a moção ao primeiro-ministro é política e não vinculativa. 

A moção de censura foi convocada devido a várias razões, começando por críticas a Gething por ter aceitado um donativo de 200 mil libras (235 euros) para a campanha de liderança do partido proveniente de uma empresa de reciclagem cujo proprietário foi considerado culpado de infrações ambientais e de violação das normas de saúde e segurança.

Gething recusou qualquer irregularidade e afirmou que os donativos foram devidamente declarados de acordo com as regras eleitorais.

Posteriormente, no mês passado, foram divulgadas mensagens de texto trocadas com outros membros do governo durante a pandemia, nas quais Gething parecia indicar a intenção de as apagar.

Dias depois, Gething demitiu a ministra-adjunta para a parceria social, Hannah Blythyn, por ter alegadamente divulgado as mensagens, o que a mesma negou.

Blythyn foi uma das deputadas trabalhistas ausentes hoje na votação. 

JN/Agências