Praça da Liberdade

Segurança urbana

Os factos passados numa zona periférica de Lisboa mostraram excessos de insegurança assustadores. Nada de novo para quem segue estas disfunções urbanas, mas sinal de alarme para o quotidiano e futuro das grandes cidades.

Periferias que cresceram e crescem sem estruturas urbanísticas pensadas e onde as disfunções físicas e sociais são semente de segregacionismos. Recordo tempos de juventude em que a segurança noturna da cidade se fazia pelo velho “guarda noturno”, geralmente “reformado” da polícia que percorria as ruas e assegurava tranquilidade funcional e social. Aquilo que parece hoje não garantirem as câmaras espalhadas pelos espaços públicos, cada vez mais elementos de vigilância de que desconfiam os cidadãos.

A questão é, antes de mais, política, pois são os políticos que escolhemos para nos governar que traçam o quadro em que se organiza a vida pública e as instituições de segurança do País e da Cidade. Cada governo que sai deixa um rasto de promessas não concretizadas que todos querem resolvidas no “dia seguinte”, quando este deveria ser para refletir e agir com sentido de Estado, ou seja, lucidez e serenidade para pensar o Futuro de todos a longo prazo e não o que parece resultar melhor para o seu grupo de interesses.

A segurança urbana requer isto: pensar o assunto, das polícias e sua organização e função e das periferias da urbe e sua estruturação física e social como um todo a prazo e não como um “jogo de pequenos brindes” que parecem resolver o problema mas deixam tudo pior. O Futuro só melhora se houver lucidez a coragem para assumir os problemas de frente!

Gomes Fernandes