Mundo

Mulher encontrada numa mala em Vigo teria 50 anos e morreu com facada no coração

Adrián Irago / Europa Press

A autópsia ao corpo de uma mulher encontrado dentro de uma mala em Vigo revela que a vítima tinha mais de 50 anos e cerca de 1,50 metros de altura. A mulher morreu com uma facada no coração.

Segundo o jornal espanhol "Faro de Vigo", a autópsia confirmou que a mulher morreu entre há seis e oito meses. Já o "La Voz de Galicia" adianta que os peritos forenses que realizaram a autópsia no Hospital Nicolás Peña não conseguiram determinar se houve uma luta entre a vítima e o agressor devido à degradação do corpo.

Agora, vão ser transferidas amostras biológicas da autópsia para os laboratórios da polícia de Madrid, onde irão analisar o ADN e tentar recuperar as impressões digitais. Outros restos mortais serão enviados para um departamento de Antropologia Forense para estudo dos ossos e dentes, que fornecerá dados sobre origem étnica ou posição social e que poderá permitir a realização de um retrato robótico.

A mulher foi encontrada na noite de quinta-feira passada por um estafeta. De acordo com a "Europa Press", o cadáver estava em adiantado estado de decomposição e os investigadores acreditam que já estava na mala desde agosto passado. As autoridades revelaram ainda que a mulher foi encontrada seminua e com um pano enrolado na cabeça. Segundo os dados preliminares da autópsia, o cadáver estava mumificado. 

Há várias hipóteses

Oficialmente, ainda não foi declarado crime de homicídio porque a vítima ainda não foi identificada.

No entanto, segundo a imprensa espanhola, a Polícia Nacional de Vigo tem pelo menos dois casos abertos relativos aos desaparecimentos de mulheres, Manuela Barbosa, de 66 anos e 1,68 metros (julho de 2021) e Esther Moro, 70 anos e 1,50 metros (setembro de 2022). Em ambos os casos, as datas não coincidiriam com a morte da mulher encontrada na mala.

Foi ainda ponderado que o corpo pudesse pertencer a Mónica Silva, uma mulher de 33 anos que desapareceu na Murtosa, em Portugal, em agosto do ano passado. Porém, as características entre as vítimas não parecem corresponder. 

Redação