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As perguntas e as respostas sobre a polémica da reparação das ex-colónias

Foto: Pedro Rocha / Global Imagens

Quem propôs indemnizar ex-colónias?

Não sendo totalmente nova, a ideia reentrou com toda a força no debate público depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter afirmado, no dia 23 de abril, durante um jantar com correspondentes estrangeiros em Portugal, que o país tem a obrigação moral de pagar os custos da escravatura transatlântica e de devolver os bens saqueados.

Quem já tinha abordado o tema?

O próprio presidente da República já tinha referido a hipótese no seu discurso do 25 de Abril de 2023. Pedro Adão e Silva, ministro da Cultura do último Governo, também o fez em 2022, sublinhando contudo que pretendia tratar do problema de forma discreta.

Como reagiu o Governo?

O Governo afirmou que “não esteve e não está em causa nenhum processo ou programa de ações específicas com o propósito” de reparação pelo passado colonial português e defendeu que se pautará “pela mesma linha” de executivos anteriores. O Chega foi mais veemente, acusando Marcelo de traição à pátria.

Há bons exemplos noutros países?

Sim, desde logo o processo liderado por Emmanuel Macron. França devolveu 26 objetos ao Benim que teriam sido levados num contexto (colonial) de violência, pilhagem e dominação. A Alemanha seguiu-lhe o exemplo. A Suíça fez algo semelhante com o Egito e os Países Baixos com a Indonésia. Os pedidos de desculpa tornaram-se norma nestes casos em que houve uma “reparação”.

Redação