Justiça

Venderam por 1400 euros salvas de prata furtadas que valiam 30 mil

A investigação permitiu identificar os autores e reaver a totalidade das peças Foto: Paulo Alexandrino / Arquivo

A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu a última peça de um conjunto de seis salvas de prata, dos séculos XVII e XVIII, que haviam sido furtadas por um grupo de jovens, entre os 18 e 20 anos, do interior de uma moradia particular em Cascais, em julho de 2022. Valiam 30 mil euros sendo vendidas a um antiquário por 1400.

Segundo a PJ, o conjunto das seis peças, "com elevado significado artístico, histórico e cultural, foi avaliado em cerca de 30 mil euros e integravam a coleção de um particular".

Os suspeitos aproveitaram o facto de não se encontrar ninguém em casa para cometer o furto e, após o crime, venderam o conjunto a um antiquário lisboeta por 1.400 euros, alegando tratar-se de uma herança.

"O antiquário, por sua vez, colocou cinco peças numa leiloeira online portuguesa e a restante, considerada a mais valiosa, numa leiloeira internacional, arrecadando um lucro exponencial", informou esta quarta-feira a Judiciária, dando ainda conta que as peças já haviam sido arrematadas em leilão por diferentes particulares, todos residentes em Portugal.

César Castro