Coruche

Menina de dez anos ferida numa largada de touros em Coruche

Durante as largadas na via pública de Coruche houve oito feridos Foto: Arquivo

Uma criança de dez anos sofreu ferimentos durante uma largada de touros na rua em Coruche e teve de ser assistida no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O caso ocorreu na noite do passado dia 16 de agosto, às 21 horas, durante das Festas de Coruche e nas tradicionais largadas à corda, nas quais um touro é largado na rua e tem uma corda na cabeça para ser puxado.

O comandante dos Bombeiros Municipais de Coruche, Nuno Coroado, refere que a criança, uma menina de dez anos, sofreu ferimentos considerados ligeiros e foi assistida pelos bombeiros municipais de Coruche e transportada para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido ao encerramento das urgências pediátricas do Hospital de Santarém.

As Festas de Coruche decorreram de 6 a 18 de agosto e, durante as largadas na via pública, houve oito feridos, dos quais dois feridos com gravidade. Tratam-se de um homem, de 50 anos, ferido numa perna no dia 14, e de uma mulher. de 60 anos, ferida no abdómen no dia 16 de agosto, também às 21 horas, na mesma altura em que a menina de dez anos foi ferida.

O homem foi transportado para o Hospital de Santarém e a mulher para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, avançou o comandante dos Bombeiros Municipais de Coruche.

O movimento Basta Touradas emitiu esta quarta-feira um comunicado a pedir o afastamento de menores das tradicionais largadas na via pública e faz referência ao Comité dos Direitos da Criança da ONU.

“No último relatório de avaliação de Portugal, de 27 de setembro de 2019, o Comité advertiu Portugal a estabelecer a idade mínima para participação e assistência em touradas e largadas de touros, inclusive em escolas de toureio, em 18 anos, sem exceção, e sensibilizar os funcionários do Estado, a imprensa e a população em geral sobre os efeitos negativos nas crianças, inclusive como espectadores, da violência associada às touradas e largadas de touros”, relembrou o movimento.

Rogério Matos