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Número de mortos no sismo no Tibete sobe para 126

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Pelo menos 126 pessoas morreram no terramoto de magnitude 7,1 que abalou esta madrugada o Tibete, no sudoeste da China.

De acordo com a AFP, que cita os meios de comunicação estatais, há ainda 188 feridos.

Cerca de 1500 bombeiros e equipas de salvamento foram destacados para procurar pessoas nos escombros, afirmou o Ministério da Gestão de Emergências da China.

O terramoto, cuja magnitude foi avaliada em 6,8 na escala de Richter, teve como epicentro o condado de Dingri, a cerca de 75 quilómetros a nordeste do Monte Evereste, e foi registado às 9.05 horas locais (1.05 horas em Portugal continental). Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que avalia os sismos a nível mundial, disse ter registado um abalo de magnitude 7,1 na escala de Richter na zona dos Himalaias. De acordo com o USGS, o epicentro do sismo ocoreu numa zona desértica do Tibete, a 93 quilómetros da cidade de Lobuche, no nordeste do vizinho Nepal.

O sismo desta terça-feira foi o mais poderoso registado num raio de 200 quilómetros nos últimos cinco anos, segundo o China Earthquake Networks Center (CENC). No século passado, registaram-se 10 sismos de pelo menos seis graus de magnitude na mesma zona.

A situação levou o presidente da China, Xi Jinping, a ordenar o lançamento de “todos os esforços possíveis para efetuar trabalhos de busca e salvamento” da população. Apelou ao tratamento dos feridos, à minimização do número de vítimas, à prevenção de catástrofes secundárias e à deslocação das pessoas afetadas.

“Devemos reforçar a monitorização do terramoto e o alerta precoce, atribuir atempadamente materiais de salvamento de emergência, reparar as infraestruturas danificadas o mais rapidamente possível, organizar as condições básicas de vida das pessoas e garantir um inverno seguro e quente”, afirmou.

Entretanto, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, apelou à “aceleração da verificação” das vítimas e dos danos, uma vez que a área atingida pelo terramoto se situa numa região de elevada altitude e baixa temperatura.

“Estamos no inverno e temos de fazer tudo o que for possível para garantir a subsistência básica e o aquecimento das pessoas na zona sinistrada”, acrescentou.

O governador de Dingri, Tashi Dundup, afirmou que foi organizada uma retirada segura da população para evitar o impacto das réplicas.

Redação