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Primeiro-ministro deixa alerta: "Vamos passar horas difíceis"

Luís Montenegro Foto: Amin Chaar

Poucos minutos depois de Marcelo Rebelo de Sousa falar ao país, também Luís Montenegro comentou os incêndios que continuam a assolar o norte e centro do país, confirmando que o Governo decidiu prolongar o estado de alerta até às 23.59 horas da próxima quinta-feira.

“Em nome do Governo, quero reiterar a palavra de solidariedade a todas as vítimas e a todos os afetados. Em primeiro lugar, às famílias enlutadas pelas perdas de três vidas. Depois, às famílias que sofrem com os ferimentos graves ou ligeiros dos seus entes-queridos e às populações que têm sido atingidas ou que estão em vias de o ser", afirmou Luís Montenegro, lembrando as "chamas avassaladoras e o fumo" que afetaram o país esta segunda-feira. 

"Em segundo lugar, destacar todas as forças que estão no terreno, de várias entidades, a trabalhar para diminuir o impacto destes incêndios, destacando os bombeiros que, mais uma vez, mostram uma enorme capacidade de sofrimento e solidariedade", acrescentou o líder do Governo. 

Agradecendo à Comissão Europeia pela rapidez com que foi acionado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e, em particular, aos governos de Espanha, Itália, França e Grécia por cederem meios aéreos de combate aos incêndios, Luís Montenegro pediu às populações que acatem as instruções das forças de segurança. 

"Vamos prolongar o estado de alerta por mais 48 horas, até às 23.59 horas de quinta-feira", confirmou o primeiro-ministro, anunciado a criação de uma "equipa multidisciplinar, que se vai instalar no distrito de Aveiro", antes de assumir que os próximos dias vão ser muito complicados. 

"Vamos passar horas difíceis e temos de nos preparar para isso. Queremos serenidade e tranquilidade no país, mas sem dúvida que serão horas difíceis. Reitero que todos cumpram as ordens da polícia e dos bombeiros, mesmo que as mesmas colidam com a sua vontade", finalizou Luís Montenegro. 

Miguel Pataco