A providência cautelar interposta para suspender o processo eleitoral não foi a tempo de impedir a votação, que decorreu no sábado com uma única candidatura. Entretanto, vai dar entrada no tribunal uma ação para impugnar a inviabilização da lista B, composta por sócios que se opõem à atual gestão.
Apesar da providência cautelar interposta no passado dia 10 pela lista que foi afastada das eleições para os corpos sociais do Lar do Comércio, em Matosinhos, a votação decorreu no sábado, uma vez que a citação remetida pelo tribunal apenas chegou à caixa do correio da instituição na segunda-feira.
Sem surpresas, do ato eleitoral saiu vencedora a única candidatura validada, encabeçada pelo atual presidente do Lar, António Bessa. A instituição tem, agora, 10 dias para contestar a fundamentação do procedimento cautelar, que visa suspender o processo eleitoral, do qual foi afastada a lista B, composta por sócios que se opõem à atual gestão do Lar do Comércio.
Travar a tomada de posse
No caso de não ser possível suspender a votação, o que veio a acontecer, a providência visava, ainda, impedir a tomada de posse dos elementos que compõem a lista eleita ou, então, que fosse declarada a suspensão da gestão, no caso de os eleitos serem empossados. Desconhece-se, até ao momento, se os sócios eleitos vão, ou não, tomar posse – têm um mês para fazê-lo – ou se vão aguardar pela decisão do tribunal sobre a providência cautelar. O JN tentou ouvir António Bessa, mas sem sucesso.
Entretanto, o mandatário da lista B, Vítor Simões, adiantou, ao JN, que avançará com uma ação principal com o objetivo de reverter a deliberação do Conselho-Geral da instituição, a qual rejeitou a lista B, resultando numa votação de lista única.