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Oferta de Musk pela OpenAI pode atrapalhar planos de Sam Altman

Sam Altman mencionou processos e ameaças de Musk ao reagir a nova investida Foto: John MacDougall / AFP

Elon Musk ofereceu, esta segunda-feira, 94,3 mil milhões de euros pela empresa de inteligência artificial proprietária do ChatGPT. A tentativa de aquisição pode atrapalhar os planos de um antigo rival do dono da Tesla, o CEO da OpenAI, Sam Altman.

Um consórcio de investidores liderados por Elon Musk ofereceu 97,4 mil milhões de dólares (94,3 mil milhões de euros) pela OpenAI, a proprietária da ferramenta de inteligência artificial ChatGPT. Apesar de o CEO Sam Altman rejeitar a tentativa de aquisição, a manobra da pessoa mais rica do Mundo pode atrapalhar os planos de transformar a empresa numa organização com fins lucrativos.

“Não, obrigado, mas vamos comprar o Twitter por 9,74 mil milhões de dólares se quiser”, escreveu Altman na rede social X. O CEO da OpenAI disse, em entrevista esta terça-feira ao canal Bloomberg, durante a cimeira em Paris, que “Elon tenta todo o tipo de coisas há muito tempo”. “Acho que provavelmente está apenas a tentar atrasar-nos”, analisou. O diretor-executivo afirmou ainda que considera o rival “uma pessoa infeliz”.

A tecnológica foi fundada em 2015 por Altman e Musk como uma startup sem fins lucrativos, mas a rivalidade fez com que o dono da Tesla deixasse a empresa antes do sucesso do ChatGPT, lançado em 2022. O homem mais rico do Mundo criou, em 2023, a concorrente xAI.

Ameaça a mudanças

A OpenAI está num processo para se tornar uma organização parcialmente com fins lucrativos e, para isso, criou uma subsidiária que permite a arrecadação de fundos. Altman deve, no entanto, recompensar a divisão sem fins lucrativos - que comanda a parte lucrativa - com uma taxa paga uma única vez ou com uma participação nas ações desta subsidiária.

Apesar de ser legítima, a oferta de Musk dificulta este pagamento, já que coloca publicamente um preço mínimo pela OpenAI. Além disso, Altman fica sob pressão para apresentar um plano melhor para as entidades reguladoras.

Gabriel Hansen