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ONU denuncia tortura contra soldados e civis ucranianos detidos pela Rússia

60.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra Foto: Fabrice COFFRINI / AFP

O Alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, denunciou tortura e maus-tratos sistemáticos por parte da Rússia sobre soldados e também civis ucranianos detidos.

Türk afirmou ainda que, nos territórios da Ucrânia sob ocupação russa, a Rússia impõe os seus sistemas jurídicos, impede os ucranianos de expressarem livremente as suas opiniões e restringe a sua liberdade de circulação.

A situação na Ucrânia foi o primeiro caso de conflito armado e violações dos direitos humanos que Türk abordou na abertura da 60.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, que vai estar reunido nas próximas semanas, em Genebra.

O Alto-Comissário acusou ainda a Rússia de violar repetidamente o direito internacional com as suas incessantes agressões contra a Ucrânia, referindo que "os ataques deliberados a sistemas de energia civil e a outras infraestruturas essenciais fazem parte deste comportamento".

"A guerra da Rússia na Ucrânia tornou-se ainda mais mortífera e, em julho, foram mortos e feridos mais civis do que em qualquer mês desde maio de 2022 [três meses após o início desta guerra], à medida que a Rússia tem intensificado os seus ataques ao longo das linhas da frente e em cidades de todo o país", recordou Türk.

Neste contexto de guerra, alguns dos ataques em massa mais graves foram registados nas últimas semanas, com vagas de ataques de drones e mísseis sobre a Ucrânia.

Türk garantiu aos países reunidos no Conselho dos Direitos Humanos que o seu organismo continuará a trabalhar no terreno para reunir provas destas violações, assim como daquelas que a Ucrânia possa estar a cometer.

O responsável da ONU afirmou que quaisquer negociações para pôr fim à guerra devem concentrar-se em medidas imediatas para proteger os civis, incluindo os que se encontram nos territórios ocupados pela Rússia.

JN/Agências