Milhares de manifestantes invadiram o centro de Madrid com bandeiras e outros símbolos da Palestina, por causa da participação na Volta a Espanha da equipa israelita Israel-Premier Tech, obrigaram a organização a anular a etapa final e tiveram que ser contidos pelas forças policiais. Pelo menos um manifestante foi detido.
A polícia espanhola precisou de disparar vários tiros para conter os manifestantes que se dirigiam em direção do pelotão, com a corrida entretanto anulada devido aos protestos. A cerimónia de pódio foi cancelada, já que os corredores não chegaram à meta e os autocarros das equipas foram deslocados para um local onde todo o staff fosse colocado em segurança.
O jornal espanhol "El País" dá ainda conta de várias cargas policiais contra os manifestantes pró-Palestina, que invadiram a zona da meta em grande número.
Os manifestantes sentaram-se no chão após a linha da meta e a Unidade Intervenção da Polícia Nacional aguardava expectante qualquer tentativa de invasão da zona da Praça de Cibeles.
Um manifestante foi detido porque desobedeceu às ordens da Polícia Nacional, passou uma barreira e ofendeu os polícias.
Na imediações é visível o reforço de segurança, nomeadamente, no edifício sede do Banco de Espanha, protegido contra qualquer tentativa de invasão.
"É um final sem brilho"
Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, lamentou a situação. "É um final sem brilho porque não houve festa. Manifestações são aceites, mas não se pode acabar com uma prova, em que os corredores são trabalhadores como as pessoas de outras profissões".
O responsável federativo português lamentou ainda a falha de segurança. "Algo não correu bem porque deixaram chegar pessoas onde não deviam. É triste não ver a bandeira de Portugal hasteada no pódio e o João Almeida não teve o merecido reconhecimento pelo seu desempenho", afirmou ao JN.
Jonas Vingegaard (Visma Lease-a-Bike) viu assim confirmada a sua vitória na Vuelta, com o português João Almeida (UAE Emirates) a conquistar o segundo lugar.