Vítima de 40 anos morreu carbonizada numa antiga fábrica, em Faro, onde vivia há vários anos.
Uma mulher, doente oncológica com cerca de 40 anos, morreu carbonizada esta quarta-feira num incêndio, numa antiga fábrica, em Faro, onde pernoitava há vários anos. A vítima tinha "improvisado" uma casa naquele local para escapar à condição de sem-abrigo. Não tinha água nem luz elétrica e recebia ajuda alimentar de voluntários.
A vítima não era vista há alguns dias e só foi descoberta quando bombeiros, que passavam nas imediações, avistaram fumo vindo daquela zona. Após o incêndio ter sido extinto, foi encontrado o corpo carbonizado.
A PSP esteve no local, mas a Polícia Judiciária do Sul acabou por ser ativada para investigar um eventual cenário de crime, uma vez que a mulher estava fechada no interior da casa e aquela zona tem sido palco de vários incidentes nos últimos meses. Ao que o JN apurou, não foram detetados indícios evidentes de mão criminosa e a hipótese mais provável é que se tenha tratado de um acidente devido às condições precárias em que confecionava as refeições.
Uma das voluntárias que costumava ajudá-la, disse, ao JN, que a mulher, por falta de resposta habitacional, "instalou-se ali, ergueu portas e janelas e improvisou uma casa, que estava sempre bem cuidada".
Edifícios adjacentes, que pertencem ao complexo da fábrica abandonada, têm sinais evidentes de incêndios recentes. A zona é também utilizada por pessoas em condição de sem-abrigo e para consumo de produtos estupefacientes.