A passagem da depressão Cláudia pelo território continental originou 2434 ocorrências entre as 14 horas de terça-feira e as 11 horas desta sexta-feira, segundo um balanço da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). A mais grave foi a morte de dois idosos numa casa alagada em Fernão Ferro, no Seixal. Houve ainda necessidade de deslocar 32 pessoas em Abrantes, Salvaterra de Magos, Seixal e Pombal.
Em comunicado enviado ao JN, a ANEPC dá conta que a Península de Setúbal foi a sub-região mais afetada, com 577 ocorrências, seguida da Grande Lisboa (265) e do Algarve (251). As inundações representaram mais de metade das situações registadas, num total de 1357, a que se juntam quedas de árvores (442), operações de limpeza de vias (264) e quedas de estruturas (182). Houve ainda 171 movimentos de massa e nove salvamentos aquáticos e terrestres.
No terreno estiveram mobilizados 7682 operacionais, apoiados por 2947 veículos, para responder às múltiplas solicitações provocadas pelo mau tempo.
A ANEPC reforça que muitos dos impactos podem ser mitigados com comportamentos preventivos, sobretudo nas zonas mais vulneráveis a inundações, ventos fortes e galgamentos costeiros. Entre as recomendações, destaca-se a necessidade de manter limpos os sistemas de escoamento das águas pluviais, assegurar a fixação de estruturas soltas, evitar a circulação em áreas arborizadas ou junto à orla costeira e adotar uma condução defensiva devido à formação de lençóis de água.
No documento, lembra-se ainda que não devem ser atravessadas zonas inundadas, que animais e bens devem ser retirados de áreas habitualmente sujeitas a cheias e que é essencial acompanhar as previsões meteorológicas e seguir as orientações das autoridades.