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Florença abre guerra às esplanadas

Ponte Vecchio, Florença Irene Steeves/Wikimedia

Capital da Toscânia "limpa" de cadeiras e mesas 50 ruas do centro histórico para devolver aos habitantes o prazer de viver na cidade e proteger o património público.

Acabou a brincadeira na capital italiana da arte. Perante a crescente pressão turística - 15 milhões de turistas anuais -, o município de Florença aprovou um novo protocolo que rege "a ocupação dos espaços públicos para restauração ao ar livre nas zonas urbanas e sítios de interesse artístico, histórico, arqueológico e paisagístico" e elimina as esplanadas em cerca de 50 arruamentos do centro histórico, classificado pela Unesco.

Objetivo: "A proteção dos espaços públicos e do património florentino e uma cidade cada vez mais agradável para viver para os seus habitantes", explicou ao jornal La Nazione o vereador Jacopo Vicini.

Estão em causa ruas como as famosas Ponte Vecchio, Via Roma, Via Maggio, ou Via dei Georgofili, e dezenas de ruelas estreitas por onde caminhar se tem tornado num desafio de obstáculos, como as que rodeiam a basílica Santa Croce.

Outras 73 ruas vão ser sujeitas a regras rigorosas de ocupação do espaço público, impondo a proibição de plástico e de publicidade a marcas no mobiliário, bem como a uniformização do material e iluminação a utilizar. Já as praças continuarão a oferecer café sentado, mas com critérios ainda a definir.

O protocolo deve entrar em vigor nos primeiros meses de 2026.

Ivete Carneiro