Trinta e quatro anos depois da última conquista, Portugal voltou ao topo do futebol mundial ao vencer o Campeonato do Mundo de Sub-17, em Doha, com a mesma equipa que cinco meses antes conquistara o Europeu da categoria, esta prova realizada na Albânia. Alcançar triunfos no Europeu e Mundial no mesmo ano está reservado às grandes equipas, e esta geração inscreveu com mérito o seu nome na história do desporto português, tal como a geração de ouro fizera há mais de três décadas.
Em cento e onze anos de história, este é o terceiro título mundial de futebol da Federação Portuguesa de Futebol. Para a atual Direção, representa o quinto troféu em nove meses, com vitórias no futebol, futsal e futebol de praia, em provas masculinas e femininas. Poucas organizações podem exibir um percurso tão consistente e abrangente.
Este triunfo não é fruto do acaso e resulta de um processo sólido construído pelos clubes e pelas Associações Distritais e Regionais, apoiado numa forte articulação entre os Coordenadores Técnicos Regionais e a Direção Técnica Nacional. Esta base sustenta o movimento associativo e o futebol profissional, última etapa da formação dos jogadores.
A confiança neste modelo e a qualidade dos jovens atletas têm permitido sucessivas gerações preparadas para assegurar o futuro do futebol português. A cultura de vitória instalada, aliada a dedicação e ambição constantes, mantém Portugal sempre perto do sucesso. Como recordou Pedro Proença, presidente da FPF, no Catar, esta seleção chegou com a determinação de vencer, sem arrogância, e venceu porque trabalhou com rigor, atitude e união, valores essenciais para que o talento brote.
A homenagem por parte da Presidência da República, esta tarde, no Palácio de Belém, e a homenagem posterior na Cidade do Futebol são inteiramente justas. Depois dos heróis de Riade e da Geração de Ouro de Lisboa, é tempo de celebrar os campeões de Doha. Parabéns a todos!