Justiça

Pai dos "Cabrinhas" encontrado morto à beira da estrada em Ponte de Lima

Comandante dos Bombeiros de Ponte de Lima confirmou que a vítima se trata do patriarca da família dos "Cabrinhas"

A vítima do suposto atropelamento seguido de fuga, ontem, na freguesia da Correlhã, em Ponte de Lima, é o patriarca dos "Cabrinhas", família que se tornou conhecida por aterrorizar aquela aldeia com rou­bos, agres­sões e maus-tra­tos.

O homem, de 66 anos, foi encontrado cerca das 7.50 horas, junto à via de acesso à sua casa e em paragem cardiorrespiratória.

"Morava perto do local. Foi encontrado na berma por uma pessoa que ia a passar e verificou a existência de um indivíduo caído no chão e deu o alerta", contou ao JN o comandante dos Bombeiros de Ponte de Lima, Carlos Lima, confirmando que a vítima se trata do mais velho da referida família.

"Era uma pessoa bem conhecida aqui do concelho. Aparenta ter sido um atropelamento, mas, à chegada dos meios, não existia lá nenhuma viatura envolvida. E nem sequer conseguimos saber a que horas aconteceu", disse.

O óbito foi atestado no local e o corpo transportado para a Medicina Legal, em Viana do Castelo, sendo o suposto sinistro rodoviário investigado pelo Núcleo de Investigação de Crimes de Acidentes de Viação (NICAV) da GNR.

Família foi alvo de queixas

Há mais de uma década, a família dos "Cabrinhas" foi notícia devido às queixas da população da Cor­re­lhã, por, alegadamente, ater­ro­ri­zar a aldeia, cometendo furtos em casas e agredindo e maltratando residentes.

Em 2014, no auge da situação, que se tornara mediática, fon­te do Co­man­do Ter­ri­to­ri­al da GNR de Vi­ana do Castelo informou a apre­en­são, em 17 de ju­nho desse ano, em re­si­dên­ci­as de ele­men­tos da mes­ma fa­mí­lia, em Ar­co­ze­lo e Cor­re­lhã, de 83 far­dos de pa­lha, uma me­sa de ma­tra­qui­lhos, 39 bombas de car­na­val, ba­te­rias, mo­to­res e aces­só­ri­os de ci­clo­mo­to­res, ve­lo­cí­pe­des, au­to­mó­veis e bar­cos, ma­qui­na­ria agrí­co­la e de bri­co­la­ge, uma bi­ci­cle­ta, câ­ma­ras de vi­de­o­vi­gi­lân­cia, na­va­lhas e ca­ni­ve­tes, e co­lei­ras e des­pa­rasi­tan­te pa­ra cães. Tudo alegado produto de furtos na região.

Ana Peixoto Fernandes