Justiça

Detidas 85 pessoas procuradas internacionalmente pela Interpol

Luís Neves é o diretor nacional da Polícia Judiciária Foto: Arquivo

Oitenta e cinco pessoas procuradas internacionalmente foram detidas em seis meses numa operação coordenada pela Interpol em que participou a Polícia Judiciária (PJ) e que prendeu um alegado membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), em Cascais.

Em comunicado enviado hoje, a PJ explicou que a operação coordenada pela Interpol aconteceu na América Latina, Caraíbas e Europa e que juntou autoridades de 17 países entre os meses de junho e novembro deste ano.

Em Portugal, acrescentou esta polícia, foi detido um homem brasileiro, "suspeito de pertencer ao grupo criminoso organizado Primeiro Comando da Capital, desmantelando assim, um importante corredor de tráfico de cocaína entre a cidade de São Paulo e o continente europeu".

Este suspeito detido em Portugal é identificado pela Interpol, de acordo com um comunicado publicado hoje por este organismo, como Daniel Zago.

O alegado membro do PCC, conhecido como "Hulk", foi detido em Cascais, em novembro, juntamente com a sua mulher, no âmbito de dois mandados de detenção internacional, emitidos pelo Brasil, por crimes de associação criminosa, corrupção e branqueamento de capitais, tal como informou a PJ a propósito das detenções.

Na mesma altura, o diretor da PJ, Luís Neves, admitiu que o número de pessoas com ligações a grupos de tráfico de droga do Brasil, como o PCC, pode ter aumentado em Portugal e explicou que este fenómeno pode ser explicado por diversos fatores: a pressão que as autoridades brasileiras têm feito no combate ao tráfico de droga, a proximidade entre os dois países e a questão da língua.

Em relação à operação coordenada pela Interpol e que terminou em novembro, a PJ explicou ainda no comunicado enviado hoje que, entre os 85 detidos, "19 eram procurados por homicídio, 29 por tráfico de droga, 28 por crimes sexuais contra crianças e sete por violação".

"Os restantes foram detidos por tráfico de seres humanos, branqueamento de capitais e crimes associados a organizações criminosas", acrescentou.

JN/Agências