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Tailândia acusa Camboja de violar cessar-fogo e ferir soldado

Três semanas de combates que causaram pelo menos 47 mortos Foto: AFP

A Tailândia acusou, esta terça-feira, o Camboja de violar o cessar-fogo entre os dois países, em vigor há 10 dias, com disparos de morteiros que feriram um soldado numa zona fronteiriça.

"O Camboja violou o cessar-fogo" ao disparar "granadas de morteiro na zona de Chong Bok", afirmou o exército tailandês num comunicado. "Um soldado foi ferido por estilhaços", acrescentou, sem especificar a gravidade dos ferimentos.

Phnom Penh comunicou a Banguecoque ter disparado acidentalmente contra território tailandês. "Uma unidade militar na zona foi contactada pela parte cambojana, que afirmou que não havia qualquer intenção de disparar contra o território tailandês e que o incidente tinha sido causado por um erro operacional", referiu o exército tailandês, em comunicado.

Um cessar-fogo pôs fim, em 27 de dezembro, a três semanas de combates, que causaram pelo menos 47 mortos e provocaram a deslocação de quase um milhão de pessoas de ambos os lados da fronteira disputada.

A Tailândia e o Camboja comprometeram-se, numa declaração conjunta, a suspender as posições militares e a cooperar nas operações de desminagem das regiões fronteiriças.

Os dois vizinhos do Sudeste Asiático estão há muito em desacordo sobre o traçado da fronteira conjunta de 800 quilómetros, decidida durante o período colonial francês.

Banguecoque e Phnom Penh acusam-se mutuamente de ter desencadeado esta última escalada mortal, após um primeiro episódio de confrontos em julho, que causou 43 mortos em cinco dias.

JN/Agências