Porto

Incêndio em prédio onde viveu Sá Carneiro obriga a resgatar seis moradores

O incêndio deflagrou no último piso do edifício Foto: Artur Machado

Um incêndio, que deflagrou no prédio onde viveu o político Francisco Sá Carneiro, no número 47 na Rua da Picaria, no Centro Histórico do Porto, obrigou à retirada de seis pessoas. Dois idosos foram transportados para o hospital, por precaução, enquanto as outras quatro vítimas foram assistidas no local.

O alerta foi dado às 11.47 horas e o fogo ficou circunscrito a um quarto no último piso. A rápida ação dos Bombeiros Sapadores do Porto e dos Voluntários do Porto foi decisiva para a contenção das chamas, extintas por volta das 12.30 horas.

Segundo fonte da autarquia portuense, todas as vítimas "saíram do local pelos próprios meios" e o transporte dos idosos ao hospital aconteceu apenas "por cautela". Duas mulheres foram assistidas no local por inalação de fumos, bem como dois homens, "sem necessidade de maiores cuidados".

A operação de socorro manteve a rua cortada durante o início da tarde, mas, mal reabriu, houve quem não resistisse à curiosidade de ver o que se passava. Maria José Santos, de 68 anos, contou ao JN que trabalhou durante alguns anos num dos cafés da Rua da Picaria e que se deslocou ao local quando soube do incêndio.

Casa com história

"Sá Carneiro era um político de quem eu gostava muito, era um homem muito sério. Até cheguei a ter um busto dele e tinha de vir cá para perceber o que se passava", partilhou, referindo-se à casa onde, segundo os relatos dos vizinhos, mora a "irmã do antigo político, os filhos e os netos".

Subindo a rua, encontramos o restaurante Ernesto, onde Reinaldo Pereira "trabalha há 57 anos". De serviço à hora em que o fogo deflagrou, assistiu ao incêndio desde o início. "Aquela é uma casa onde já viveram quatro gerações e é uma pena ver aquilo a arder. Parece um museu e é uma casa com história. Amanhã, vou ligar à proprietária para perceber se ficou bem", disse Reinaldo Pereira.

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As causas do incêndio ainda não foram apuradas, mas, segundo fonte da Câmara do Porto, além do quarto onde o incêndio deflagrou, o resto da casa ficou habitável e não haverá necessidade de realojamento dos moradores.

A operação causou algum alvoroço na rua, pelo que foi possível perceber junto da vizinhança, até porque foram chamados ao local 17 operacionais e cinco viaturas, entre os Sapadores e os Voluntários do Porto. Proteção Civil e Polícia Municipal também marcaram presença no terreno.

Bernardo R. Monteiro