Um homem de 92 anos morreu atropelado, esta quinta-feira de manhã, numa passagem para peões, na Linha Norte, a 50 metros da estação de Ovar.
Há mais uma vítima mortal na Linha do Norte, em Ovar. A mais recente é um homem de 92 anos que perdeu a vida, nesta quinta-feira, ao ser colhido por um comboio quando procedia ao atravessamento da via. A sinalização existe, mas o número de mortes não pára de aumentar numa zona onde, há muito, a câmara municipal vem reivindicando intervenção urgente.
Cerca das 9.20 horas, o homem estaria a atravessar a linha férrea numa zona destinada a peões, a cerca de 50 metros da estação de Ovar, quando foi colhido por um comboio intercidades que circulava no sentido Lisboa/Porto.
Numa ocasião de chuva, o homem de idade avançada não se terá apercebido da chegada iminente do comboio, sinalizada sonoramente e através de avisos luminosos.
A equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação da Feira ainda se deslocou prontamente ao local, mas já nada havia a fazer. O óbito foi ali mesmo declarado, tendo o corpo sido transportado para o Gabinete do Instituto de Medicina Legal.
Esta morte veio juntar-se a outras que têm ocorrido perto da estação e que têm levado a autarquia a reivindicar uma intervenção urgente.
Em setembro de 2025, após a morte de um jovem de 18 anos, na passagem a sul da estação de Ovar, em declarações ao JN, o presidente da Câmara Municipal, Domingos Silva, dava voz às reivindicações da população.
"É urgente que o Governo - independentemente da sua cor política - concretize as intervenções previstas no programa Ferrovia 2020, anunciado em 2016 e que continua por executar".
Entre essas intervenções estão, nomeadamente, a construção de passagens aéreas pedonais junto à estação de Ovar e também na de Esmoriz, "medidas essenciais para reduzir a sinistralidade que infelizmente se tem repetido ao longo das últimas décadas".
Em agosto de 2025, a Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou um investimento de 90 milhões de euros para a modernização do troço Ovar-Espinho. Tal como então, a autarquia considera positivo que a obra avance, "mas não pode deixar de sublinhar o atraso muito significativo deste processo, face ao que havia sido inicialmente programado".
A câmara dizia, ainda, manter "um diálogo permanente com o Ministério das Infraestruturas - que tutela as Infraestruturas de Portugal - insistindo para que estas intervenções sejam finalmente executadas e que o calendário seja acelerado tanto quanto possível".