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Um país a votar enquanto o mundo faz figuras

A rubrica "Partida, Largada, Fugida"

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É hoje o dia da primeira volta das eleições presidenciais. Há muitos candidatos, mas a sensação é que temos à frente uma caixa de sortido rico de bolachas em que são todas diferentes, mas todas moles e com passas.

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Ao que tudo indica, daqui a três semanas estaremos de novo a votar. Mas as tracking polls já levaram tantas voltas que não me admiraria de ver no boletim da segunda volta Joana Amaral Dias e o Marshall da Patrulha Pata.

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Portugal é o único país com excesso de mortalidade na Europa: num mês morreram mais 2600 pessoas do que seria esperado. A sério, o tuga faz de tudo para ter uma desculpa para não ir votar.

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Montenegro disse que o SNS é um "dos melhores do Mundo", o problema é a "onda noticiosa em sentido contrário". É novamente a questão das perceções. Se o Hospital Amadora-Sintra ficasse no Martim Moniz, Montenegro ia ficar muito confuso sobre o que dizer.

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Foram tornadas públicas algumas mensagens entre o ex-deputado do Chega Miguel Arruda e a sua esposa, acerca do roubo de malas. Que não se diga que o romance está morto quando um homem se arma em Robin Hood de camisolas de marca.

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Na acusação do Ministério Público consta que a mulher de Arruda dava à empregada a roupa que não lhe servia. Se a empregada viajasse de avião corria o risco de no Natal receber umas calças de ganga que já tinham sido dela.

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O Irão está a ter vários protestos contra o Governo, tentando iniciar uma queda de regime. Tendo em conta que está no top 5 de países do Mundo com mais petróleo, é só aguardarem calmamente que Trump os venha salvar.

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O Instituto Nobel veio dizer que Maria Corina Machado não pode dar o seu Prémio Nobel da Paz a Trump. A venezuelana estava convencida de que podia fazer regifting, como quando recebemos um bibelô do Gato Preto no aniversário e o despachamos para outra pessoa.

Susana Romana