O ministro do Interior russo, Vladimir Kolokoltsev, encontra-se em Cuba para manter várias reuniões bilaterais com dirigentes cubanos, informou esta terça-feira a embaixada russa em Havana.
Esta visita do general da polícia da Federação Russa ocorre em plena escalada de tensões entre os governos de Havana e Washington, no seguimento da operação militar dos EUA na Venezuela, em que foram mortos 32 militares cubanos e culminou com o rapto do presidente Nicolas Maduro e esposa.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse na quinta-feira, no Kremlin, que se solidariza com Cuba, "pela determinação em defender a sua soberania e independência".
Na atura, disse: "Quero destacar que a Federação Russa e a República de Cuba mantêm relações verdadeiramente sólidas e amigáveis. Sempre demos, e continuamos a dar, assistência aos nossos amigos cubanos".
No primeiro ponto da sua agenda em Havana, Kolokóltsev depositou uma coroa de flores no mausoléu dedicado a 69 jovens soviéticos falecidos em Cuba entre 1960 e 1964 durante missões de colaboração.
Está também prevista uma homenagem de Kolokóltsev aos 32 militares cubanos mortos pelas tropas norte-americanas durante o ataque a Caracas.
A Federação Russa é um aliado político de Cuba desde a época da Guerra Fria e um dos seus principais parceiros comerciais, com ambos os Estados a descreverem a sua relação como "uma associação estratégica".
A relação bilateral intensificou-se nos últimos tempos com a ilha a viver a sua pior crise económica em três décadas, com escassez de bens básicos e uma espiral inflacionista, tudo acentuado pelas debilidades estruturais da sua produção e as sucessivas falhas do sistema elétrico.