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Os bastidores e as polémicas: críticas antes da estreia de documentário sobre Melania Trump

Cartaz promocional do filme da primeira-dama dos EUA Foto: Thomas Coex/AFP

Rotina privada e polémicas antecipam lançamento do documentário sobre a vida da primeira-dama dos EUA. Filme custou cerca de 37 milhões de euros à Amazon e há quem preveja fraca bilheteira. "Melania" fica fora dos cinemas franceses.

O filme sobre Melania Trump, assinado pela sua própria produtora, Muse Films, chega aos cinemas a 30 de janeiro em todo o Mundo, mas não será exibido nas salas francesas. "Decidiu-se não o difundir no cinema em França", explicou a Prime Video France, sem avançar datas para a disponibilização na plataforma de streaming. A decisão prende-se com as regras da cronologia dos média no país, que impõem prazos entre a estreia nos cinemas e a transmissão online.

O projeto, financiado pela Amazon, tornou-se um dos maiores contratos de licenciamento de documentário da história. Custou cerca de 37 milhões de euros e dá à plataforma Prime Video os direitos exclusivos de distribuição.

O filme acompanha a primeira-dama nos dias que antecederam a investidura de Donald Trump, mostrando encontros com líderes internacionais, os preparativos para o baile presidencial, com a criação da sua elegante roupa assinada por Hervé Pierre, e cuidados com a segurança e deslocações. O trailer mostra Melania com Donald em momentos de bastidores, incluindo reuniões privadas e conversas confidenciais.

Cartazes vandalizados

Apesar da estreia e da antestreia no Trump Kennedy Center marcada para 29 de janeiro, especialistas da indústria de entretenimento nos Estados Unidos preveem uma abertura modesta nas bilheteiras. Analistas afirmam que a história da organização da investidura presidencial carece do drama e conflito que o público procura, e o preço do bilhete, 25 dólares (cerca de 23 euros), tem sido criticado. Nas redes sociais comparam o filme a um "vlog de transição" ou a um "anúncio de campanha de alto orçamento", enquanto cartazes promocionais chegaram a ser vandalizados em algumas cidades.

O realizador Brett Ratner, envolvido na produção, também enfrenta críticas devido a acusações passadas de má conduta sexual e polémicas associadas a Jeffrey Epstein. Outra controvérsia prende-se com a ausência de Ivanka Trump do filme, uma escolha deliberada de Melania enquanto produtora executiva, segundo fontes.

Para além da vida pública, o filme mostra momentos privados. O casal Trump celebrou ontem 21 anos de casamento e tem um filho em comum, Barron, de 19 anos, que estuda na Universidade de Nova Iorque, mas acompanha as aulas a partir de Washington.

"Melania" promete uma perspetiva inédita da primeira-dama dos EUA, convidando os espectadores a conhecer o lado mais pessoal de quem, mesmo na retaguarda, não escapa ao escrutínio.

Sara Oliveira