Um lar ilegal, que funcionava na Rua das Flores, em Catribana, foi encerrado, este sábado, pela Segurança Social. Decisão surgiu após o programa "Prova dos Factos", da RTP, ter exposto alegados maus-tratos da instituição aos idosos.
A Segurança Social encerrou este sábado, com caráter de urgência, o lar ilegal que funcionava em Catribana, na zona norte do concelho de Sintra. A instituição acolhia quatro idosos, sendo que dois "ficaram com familiares e outros dois foram encaminhados para respostas sociais condignas", refere, em comunicado, a entidade.
"Havendo indício de transferência de idosos desde a última ação de fiscalização realizada no dia 14 janeiro, considerou-se não haver condições para manter o lar em funcionamento", acrescenta a nota. A decisão foi divulgada um dia depois do programa "Prova dos Factos", da RTP, ter mostrado imagens de utentes amarrados às camas pelos tornozelos e outros com fezes no colchão, sugerindo falta de cuidados.
Além dos maus-tratos, a reportagem da RTP avançava, ainda, indícios de que existirá uma ligação direta entre os serviços do Hospital Amadora-Sintra e o lar, tendo em vista a admissão, na estrutura residencial, de doentes internados no hospital.
A entidade realizou uma "ação de fiscalização a outra casa da mesma entidade proprietária, na Assafora", mas a mesma encontrava-se vazia. O lar ilegal, situado na Rua das Flores, já tinha sido alvo de ordem de encerramento pela Segurança Social, tendo sido aplicado à entidade proprietária coimas entre os 23 e os 26 mil euros, "com sanção acessória de interdição do exercício da atividade de apoio social e da inibição do exercício da profissão".
Ao JN, a proprietária do espaço, Cristina Fernandes, negou maus-tratos ou negligência aos idosos do lar, que admitiu funcionar sem alvará, e recusou, também, que o hospital encaminhe doentes, sem intervenção das suas famílias.