Treinador do F. C. Porto, Francesco Farioli, perspetiva "jogo exigente" com o Gil Vicente. Conta com Froholdt para a partida e não fecha a porta à possível contratação de Fofana.
Na antevisão do jogo de segunda-feira com o Gil Vicente, que fechará a 19.ª jornada da Liga Portugal, Farioli elogiou a forma como a equipa portista tem lidado com as dificuldades dos compromissos anteriores e não se mostrou preocupado com a quebra na produção ofensiva.
"Acho que estamos numa fase muito boa. Nos últimos três jogos, em vários parâmetros, temos tido os melhores números da temporada. E isso significa que a equipa está num nível físico muito positivo, capaz de jogar vários jogos num curto espaço de tempo. Não tenho quaisquer dúvidas nesse aspeto. Estamos prontos, acho que a energia está nos níveis certos e a importância deste jogo é clara. A motivação é a mais alta e todos os ingredientes estão lá para fazermos uma boa exibição, conhecendo as dificuldades do campeonato e que o adversário trará", afirmou, com elogios para o Gil.
"É um jogo que vai exigir muito de nós. O Gil Vicente, desde o início do campeonato, está muito bem em termos de resultados e, especialmente, de exibições. É uma equipa que consegue ser perigosa de várias maneiras e joga um futebol muito bom, com algumas parecenças ao nosso. Respeito muito o que estão a fazer e será um jogo exigente para nós, até porque eles são uma equipa física. Em alguns parâmetros, até correm mais do que nós. Precisamos de estar prontos para isso", acrescentou, revelando a provável disponibilidade do médio Froholdt, que saiu com uma pequena lesão do jogo com o Plzen: "Deve estar recuperado. Ontem fez uma sessão e estava tudo normal, espero-o preparado para amanhã [segunda-feira]".
Sobre o menor número de golos marcados nos últimos jogos, o técnico portista relativizou. "É verdade que só marcámos um golo em cada um dos últimos quatro jogos, mas no da Liga Europa falhámos um penálti, estivemos três vezes à frente do guarda-redes, houve vários remates defendidos em cima da linha. Contra o Vitória, houve um penálti falhado, uma bola no poste, alguns momentos muito bons. Acho que estamos a criar uma quantidade decente de oportunidades. Se falarmos de eficácia, sim, faz mais sentido. É algo que também está relacionado com o momento da equipa e é uma questão de alguns centímetros. Precisamos de manter a calma. Vamos tentar melhorar aquilo que falta para conseguirmos ser melhores nesta parte, mas se avaliarmos as exibições de uma maneira mais racional, acho que estamos bastante bem. É importante manter o ritmo, evoluir nas coisas em que é preciso melhorar e, em simultâneo, não perder o foco", disse, negando que o campeonato português seja acessível.
"Não, de todo... Acho que é muito difícil. As margens estão a ficar mais próximas a cada dia que passa. E vemos isso em todas as jornadas. Estamos a medir forças com dois gigantes, com uma equipa que tem dois campeonatos consecutivos e com outra que tem um dos treinadores mais bem-sucedidos de sempre... Dizer que o campeonato é fácil é totalmente errado. É uma Liga tão complicada quanto esperava. Não estou surpreendido", sublinhou, numa conferência de imprensa em que foi questionado sobre a eventual contratação do médio Fofana (Rennes) até ao fecho do mercado de inverno.
"O presidente foi muito claro há alguns dias, e eu também já o disse. Estamos felizes com a equipa que temos, mas estamos abertos a possibilidades que tornem a equipa mais forte. E também temos de estar preparados para o caso de alguém sair... Estávamos neste ponto há alguns dias e é nesse ponto em que estamos atualmente", disse, com elogios para o reforço Pietuszewski, sem esquecer os outros extremos do plantel.
"A chegada do Oskar deu-nos a oportunidade de aumentar a profundidade nas nossas alas. Temos mais energia. Na realidade, o Pepê, o Borja e o William carregam a responsabilidade de duas posições durante 32 jogos. É um pedido muito pesado, especialmente com o nosso estilo de jogo, que exige muito com bola e ainda mais sem ela. Quando falamos do nosso registo defensivo, acreditamos que tudo tem a ver com a defesa, mas boa parte, talvez até a maior parte, venha do trabalho que os jogadores da frente fazem. E estão a contribuir muito nisso, nos resultados que conseguimos. E agora que temos essa profundidade, há mais oportunidades para rodar, para estarmos mais frescos. E claro que isso aumenta as oportunidades de sermos mais eficazes em frente à baliza. Parece que vamos entrar num período em que teremos mais equilíbrio na frente. Os golos vão aparecer, as assistências vão aparecer, e o mais importante é continuarem a gerar situações de vantagem numérica, passes importantes, para que possam ajudar-nos a vencer jogos", concluiu.