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Grammy. Extravagância, penas, franjas, caudas e luta contra a polícia anti-imigração de Trump

Heidi Klum, Chappell Roan, Billie Eilish e Sabrina Carpenter nos Grammy Montagem EPA/Jill Connelly

A noite dos prémios da música fez jus ao seus histórico: muito pouca discrição. De vestidos presos em piercings dispostos nos mamilos, passando por peças plásticas, houve penas, caudas e franjas para celebrar o talento numa gala onde não faltou a críticas duras às políticas de imigração de Trump.

Os discursos de vitória da gala dos Grammy, que teve lugar este domingo, 1 de fevereiro, nos Estados Unidos da América, não celebraram apenas a música. Numa noite em que o intérprete e compositor porto-riquenho Bad Bunny venceu o Grammy para Melhor Música Urbana, o primeiro integralmente em espanhol, as críticas à agência de imigração ICE, que tem conduzido rusgas violentas e mortes, fizeram-se ouvir.

"Antes de agradecer a Deus, quero dizer fora com o ICE", disse o artista, cujas palavras mereceram uma ovação em pé da audiência. "Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos norte-americanos", afirmou.

Já Billie Eilish vincou que "ninguém é ilegal numa terra roubada", na sequência do prémio para Canção do Ano por "Wildflower", que gravou com o irmão Finneas. "Temos de continuar a lutar, a protestar e a falar", declarou. "Que se lixe o ICE" conluiu.

Fora do palco e na red carpet, desfilaram a ousadia e provocação. A cantora Chappell Roan desafiou convenções com uma proposta da Mugler, numa tgala onde não faltaram penas e caudas, como foi o caso de Lady Gaga, ou rendas românticas, com Sabrina Carpenter como uma das maiores embaixadoras.

Veja os looks abaixo:

Carla Bernardino