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EUA asseguram ter detido mais de quatro mil imigrantes em Minneapolis

Foto: Charly Triballeau/AFP

A Administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que foram detidos mais de quatro mil imigrantes acusados de diversos crimes durante as operações realizadas em Minneapolis por agentes federais no âmbito da chamada Operação Metro.

De acordo com dados divulgados pela Casa Branca, as detenções incluem pessoas condenadas por crimes graves como homicídio, violação, roubo e tráfico de drogas, além de membros de gangues e outros considerados uma ameaça à segurança pública.

As autoridades indicaram que as operações foram executadas por agentes do Serviço de Imigração e Controlo Aduaneiro (ICE) com o apoio da Patrulha Fronteiriça e de forças locais, como parte de um desdobramento que começou em meados de 2025.

O comunicado, assinado pela porta-voz da presidência, Karoline Leavitt, assegura que se trata de uma "conquista sem precedentes", com a qual se justifica o deslocamento de mais de 3.000 agentes federais para a cidade, onde durante o mês de janeiro dois norte-americanos, Nicole Good e Alex Pretti, faleceram na sequência de disparos dos agentes em duas operações distintas em Minneapolis.

Antes da divulgação destes dados, o 'czar' da fronteira da Administração Trump, Tom Homan, anunciou que retiraria cerca de 700 agentes de imigração do estado de Minnesota e da cidade de Minneapolis devido à cooperação "sem precedentes" das autoridades locais.

"Devido a este aumento sem precedentes da colaboração [das entidades locais em Minnesota] e pela necessidade de menos agentes para realizar este trabalho num ambiente mais seguro, anuncio que, de forma imediata, vamos reduzir a nossa presença em 700 agentes já hoje", assegurou Homan numa conferência de imprensa.

O anúncio surge após constantes protestos dos cidadãos, que, depois das mortes de Good e Pretti, mantiveram manifestações e acampamentos contínuos na cidade exigindo uma resposta da justiça, bem como a retirada das forças federais.

As ações dos agentes de imigração têm sido questionadas por organizações sociais e pela população civil, porque também se registaram detenções de menores de idade, como a de Liam Conejo, um menino de cinco anos que no fim de semana foi entregue em casa depois de ter sido enviado para um centro de detenção no Texas juntamente com o pai.

JN/Agências