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Uma diva da disco, um poeta boémio. No Carnaval tudo pode ser fantasia

Nem sempre é preciso ir a uma loja de disfarces para sair mascarado - às vezes basta entrar numa loja normal, abrandar o passo e deixar a imaginação tomar conta do cabide. Porque, no Carnaval, a inspiração pode estar escondida entre peças do dia a dia, só à espera de um novo olhar.

Olhe bem para aquelas calças de cabedal: não parecem saídas diretamente de um filme do Blade? E aquelas outras de alfaiataria, não podiam pertencer a uma das personagens dos Peaky Blinders? Um blazer oversized pode transformar-se num vilão elegante de cinema, uma camisa branca aberta lembra um poeta boémio ou um astro do rock dos anos 1970. O vestido de lantejoulas ali pendurado não está a pedir uma noite de diva do disco sound? E aquelas botas com pelo, não parecem prontas para dar vida a uma personagem excêntrica, saída de outro mundo?

No Carnaval, os disfarces não estão feitos, são inventados. Criam-se com imaginação, recriam-se com peças esquecidas no armário, misturam-se estilos, épocas e referências. Um casaco vira capa, uns óculos mudam uma identidade, um acessório conta uma história inteira. As lojas de roupa e acessórios são verdadeiros cofres de ideias à espera de serem abertas. E às vezes, nem é precioso sair de casa, basta abrir os nossos armários. No fim, o melhor disfarce é sempre aquele que só nós conseguimos imaginar.






Filomena Abreu