Estamos a aproximar-nos da fase decisiva do Campeonato e a verdade é que mesmo com 13 vitórias consecutivas em casa, ainda estamos atrás. Pode não parecer, mas volto a reiterar: o Sporting está melhor que o ano passado, mas o Porto mais consistente.
O ganhar o jogo nos segundos finais de cada encontro tem sido o prato do dia, mas este domingo as contas foram outras. O jogo era complicado, o Famalicão é uma excelente equipa, esforçada e coerente e até marcou primeiro, mas depois o golo foi anulado por uma falta sobre Maxi Araújo, o Sporting voltou a acordar e a correr atrás, a querer mais, a lutar mais e a não desistir.
Estamos longe de estar perfeitos, Hjulmand tem sido uma sombra daquilo que era desde a história de ter sido protegido para salvaguardar alguma coisa que ninguém percebeu o que foi, Pedro Gonçalves está desconcentrado e Trincão tem feito por ele e por mais dez. O cansaço pesa, o peso do bicampeonato também, mas se queremos garantir o tri é atrás do prejuízo que temos de correr. O segundo lugar é o mais justo neste momento e só nos podemos culpar a nós mesmos da situação atual.
Ainda assim, mesmo sabendo que Rui Borges é o terceiro treinador com mais vitórias na história do clube, mesmo sabendo que o Sporting está melhor que o ano passado, mesmo sabendo que tem estado com problemas de lesões desde o primeiro segundo, há quem não goste dele. Há quem ache que não serve, imaginem se servisse.
Estive, estou e estarei com Rui Borges. Enquanto não se pensar num contexto total para se fazer valer a opinião, não vale a pena discutir com quem anda a chorar-se por alguém que saiu.